Tarcísio e a ‘distância controlada’ do bolsonarismo

Aliados do governador de SP avaliam que, concorrendo à reeleição em 2026, ele poderá ‘controlar distância’ em relação a Bolsonaro e seu clã

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A declaração de apoio de Tarcísio de Freitas a Flávio Bolsonaro, na semana passada, e movimentos recentes do governador de São Paulo, como a mudança na Casa Civil de seu governo para um perfil mais articulador, têm feito aliados dele darem como definida a busca de Tarcísio pela reeleição. O próximo passo, a cristalizar o cenário, é esperado para a próxima quinta-feira, quando está marcada a visita dele a Jair Bolsonaro na Papudinha, em Brasília.

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Nesses últimos dias, interlocutores do governador paulista têm avaliado que, com uma nova candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio de Freitas será um ponto estratégico a Flávio Bolsonaro e, naturalmente, colherá novamente os numerosos votos bolsonaristas do interior paulista. No entanto, entende-se que, na disputa estadual, Tarcísio poderá “controlar a distância” em relação a Bolsonaro e seu clã em condições mais favoráveis do que se fosse candidato à Presidência.

Se Tarcísio de Freitas concorresse ao Palácio do Planalto, na visão desses aliados dele, o governador teria de promover uma imersão mais intensa no bolsonarismo e reforçaria uma imagem de dependência política em relação ao ex-chefe. Para políticos do entorno de Tarcísio de Freitas, já pensando em 2030, não ter que fazer isso em 2026 é uma vantagem.

A disputa por mais quatro anos no Palácio dos Bandeirantes era defendida há tempos como melhor caminho para Tarcísio entre uma ala de seus interlocutores mais próximos.

Essa avaliação considera, sobretudo, que o governador é franco favorito para mais quatro anos no governo do estado mais rico e populoso do país.

Também são levados em conta outros pontos, como a chance de se tornar independente politicamente de Bolsonaro nos próximos quatro anos e consolidar resultados de gestão em oito anos no governo paulista.

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Entre os motivos para esperar mais quatro anos por uma candidatura presidencial também estão vantagens práticas de ordem política, como não enfrentar Lula, um páreo duro, e não encarar um cenário de desgaste da direita como o atual, com Bolsonaro preso por tentar dar um golpe de Estado.

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