Eleições no Centro-Oeste: com velhos nomes de volta, cenário ainda está bem aberto

Dos quatro governadores da região, três não poderão disputar a reeleição mas tentam fazer seus sucessores em um quadro marcado pela polarização. A formação de chapas para a corrida ao Senado ainda está bastante indefinida

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A disputa pelos governos dos estados da região Centro-Oeste já começa a se desenhar neste início de ano eleitoral, mas várias das chapas que estarão nas urnas ainda estão em aberto. Em Goiás e Mato Grosso e também no Distrito Federal, os atuais governadores não poderão renovar seus mandatos. No Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) tentará a reeleição.

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Em mais de um estado, nomes já conhecidos voltam à cena, seja como candidatos de situação ou de oposição. As composições para a definição das candidaturas às vagas no Senado aparecem, desde agora, como um dos eixos decisivos das escolhas que os partidos terão de fazer nos próximos meses para as eleições de outubro.

No Distrito Federal, o nome da situação na corrida pelo Palácio do Buriti é o da atual vice-governadora, Celina Leão (PP), que aparece como favorita nas pesquisas. Amiga pessoal da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ela vem tentando costurar o apoio do PL bolsonarista. A oposição, fragmentada, tenta se organizar do outro lado. O ex-governador José Roberto Arruda (PSD) ensaia um retorno ao governo, embora ainda dependa da Justiça Eleitoral – ele hoje está inelegível. À esquerda, Leandro Grass (PT) deve participar mais uma vez da disputa.

As chapas para a disputa das duas vagas no Senado ainda estão indefinidas. O governador Ibaneis Rocha (MDB) se coloca como uma opção, assim como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). A intenção da deputada federal Bia Kicis (PL) de entrar também na disputa pode gerar embaraços à formação de uma chapa à direita. Outro que se apresenta nesse campo é desembargador aposentado Sebastião Coelho (Novo), alinhado à direita conservadora. À esquerda, a senadora Leila Barros (PDT) tentará a reeleição, mas disputará votos com a deputada federal Erika Kokay (PT).

Em Goiás, a sucessão do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) tende a se concentrar entre conhecidos grupos da política local. O vice-governador Daniel Vilela (MDB) se apresenta como o herdeiro político do atual governo e lidera os cenários iniciais de intenção de voto. Do outro lado, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) tenta se reposicionar após passar alguns anos sem mandato e envolvido em embaraços jurídicos. O senador Wilder Morais surge como possível nome do PL para a disputa. A deputada federal Adriana Accorsi pode ser o nome do PT na corrida.

A disputa pelas vagas no Senado hoje ocupadas por Jorge Kajuru (PSB) e Vanderlan Cardoso (PSD) promete ser uma das mais fragmentadas do país. Até agora, a primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil) aparece como favorita. A corrida pela segunda cadeira deve ser acirrada, com nomes como o do próprio Vanderlan Cardoso, Demóstenes Torres (ainda sem partido), Gustavo Gayer (PL), Magda Mofatto (PRD), Rubens Otoni (PT), Major Vitor Hugo (PL), Bruno Peixoto (União Brasil) e Alexandre Baldy (PP).

Mato Grosso entrou em 2026 com a direita dominando o desenho da sucessão. Sem poder disputar novo mandato, o governador Mauro Mendes (União Brasil) é tratado como nome natural para o Senado, enquanto a corrida por sua sucessão reúne figuras do mesmo grupo, como os senadores Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (União Brasil) e o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A oposição ainda tenta ganhar corpo. O deputado Lúdio Cabral (PT) volta a circular para a disputa ao governo, enquanto o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), aparece como opção para o Senado. A deputada Janaina Riva (MDB) também entra nesse jogo, sobretudo na discussão das vagas ao Senado.

Em Mato Grosso do Sul, outro estado em que a direita aparece na dianteira já há algum tempo, Eduardo Riedel trabalha para disputar a reeleição e tem como principal aliado o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), já tratado como candidato ao Senado. Para a outra vaga de senador, o grupo avalia apoiar a recondução de Nelsinho Trad (PSD).

O PT trabalha a ideia de candidatura própria ao governo com Fábio Trad, recém-filiado ao partido. Simone Tebet (MDB), hoje ministra do Planejamento, segue como uma opção para o Senado, embora ainda esteja em consideração a possibilidade de uma mudança de domicílio eleitoral para São Paulo, onde poderia disputar uma cadeira de senadora ou até mesmo o governo estadual, como candidata de Lula.

No Tocantins, o cenário ainda está bastante aberto. A senadora Dorinha Seabra (União Brasil) lidera as intenções de voto para o governo. Como principal adversário aparece o atual vice-governador, Laurez Moreira (PSD). Outro nome hoje no tabuleiro é o do ex-senador Ataídes de Oliveira (Democracia Cristã).

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Para o Senado, o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) é o nome que por ora aparece como o mais competitivo, seguido pelo senador Eduardo Gomes (PL), que deve tentar a reeleição contra o também senador Irajá Abreu (Podemos), filho da ex-ministra Kátia Abreu. A disputa deve ter, ainda, Alexandre Guimarães (MDB), Vicentinho Júnior (PP), Carlos Gaguim (União Brasil) e o ex-técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo (Podemos).

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