Os argumentos do PT para atrair Marina de volta ao partido

A ministra deixou o partido há mais de 17 anos. Agora, se retornar, pode ser candidata ao Senado na chapa apoiada por Lula em São Paulo

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Integrantes da cúpula do PT diretamente envolvidos na definição das chapas que vão disputar as eleições nos estados já dão como certa a filiação da ministra Marina Silva (Meio Ambiente) ao partido que ela ajudou a fundar, mas que deixou em agosto de 2009, insatisfeita com os rumos do segundo governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Embora ainda não tenha anunciado sua decisão, Marina já apontou ao petistas que quer deixar a seu atual partido, a Rede. Ela manteve conversas com PT, com PSB e PSOL para tratar de uma possível candidatura a uma vaga no Senado por São Paulo.

O PT sustenta que é o partido que oferece mais atrativos à ministra, algo que nem o PSB nem o PSOL poderiam dar a ela neste momento. No campo prático, está o fundo eleitoral. Hoje, o PT está entre as cinco legendas que mais recebem recursos públicos destinados a financiar as campanhas. O partido promete investimento pesado na chapa que ainda está sendo negociada.

Outro fator alegado é que uma filiação ao PSB poderá “congestionar” a chapa em São Paulo. Isso porque, caso o presidente não consiga convencer o ministro Fernando Haddad (Fazenda) a ser o candidato ao governo, a aliança pode optar por apoiar o nome do também ministro Márcio França (Empreendedorismo), que tem se movimento fortemente para ser o candidato. Como ele é do PSB, haveria um protagonismo excessivo da legenda, em detrimento do próprio PT.

Rusgas superadas
O PT considera já estar superado o mal-estar com a ministra e tem se preocupado em apontar que ela “é muito bem vinda” de volta às suas fileiras. Nas eleições de 2014, quando disputou a Presidência, a ministra foi fortemente atacada pela campanha de Dilma Rousseff. À época, ela disse que o PT fazia contra ela uma “campanha desleal”. Um dos episódios mais famosos da ofensiva foi uma peça do programa eleitoral petista mostrando um prato vazio e sugerindo que, se Marina fosse eleita, os brasileiros mais pobres ficariam sem comida e o Bolsa Família acabaria.

A  decisão de Marina é aguardada pela cúpula petista da mesma forma que se espera uma decisão da ministra Simone Tebet (Planejamento), que também vem sendo sondada para integrar a chapa apoiada por Lula em São Paulo.

Rede sem notícias
Apesar das negociações sobre candidaturas já estarem ocorrendo, integrantes da Rede dizem que Marina ainda não comunicou oficialmente seu desejo de deixar o partido, do qual ela é fundadora. O porta-voz nacional da legenda, Paulo Lamac, diz que o racha no partido com a eleição interna não é justificativa para a saída da ministra.

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“Ela não formalizou essa intenção. Nossa expectativa é que Marina, no tempo dela – e ela é uma figura que tem o próprio tempo – explicite qual é a intenção e o desejo dela. É público que tivemos um processo de disputa interna que deixou marcas e que complexificou as relações, mas eu entendo que isso não seja suficiente para a saída dela”, disse Lamac ao PlatôBR.

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