Entre a lealdade a Lula e a história com o MDB: o dilema de Simone Tebet

A ministra, que em 2022 apoiou Lula após um desempenho elogiado no primeiro turno da corrida presidencial, está diante de uma indefinição e de um dilema pessoal. Aderir ao plano petista de formar um palanque forte em São Paulo pode obrigá-la a abandonar o MDB e a história política herdada do pai

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A ministra Simone Tebet (Planejamento) sempre teve o MDB como uma casa herdada de seu pai, Ramez Tebet, político tradicional do partido que ajudou a fundar a legenda no início da década de 1980, em oposição ao regime ditatorial. No MDB há 27 anos, Simone conviveu e obteve apoio e proteção de políticos que a viram crescer e seguir os caminhos de Ramez desde a juventude em Três Lagoas (MS), entre eles o ex-presidente Michel Temer (SP), que bancou sua candidatura em 2022 à Presidência da República, a despeito dos olhares atravessados de caciques da sigla. 

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Sem conseguir chegar ao segundo turno das eleições, a presidenciável, que partiu do patamar de 2% de votos para 4,16%, acabou por levar esse prestígio para a campanha do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Conquistou a admiração de Lula ao longo da segundo turno e entrou no governo. Tornou-se uma ministra da cota pessoal do presidente, não do MDB. 

Neste ano eleitoral, a história de Simone a coloca diante de duas opções que se transformaram em um grande dilema político para ela. A primeira opção envolve trocar seu antigo domicílio político por São Paulo, para atender a pedidos de Lula, que quer montar um palanque forte no estado e vem enfrentando dificuldades nessa tarefa. A segunda é ser, mais uma vez, candidata ao Senado por Mato Grosso do Sul.

Emedebistas afirmam que a ministro já disse à cúpula do partido que seguirá leal a Lula. Com isso, não haveria lugar para ela na formação da chapa em São Paulo, já que o partido manterá o compromisso firmado pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), com Tarcísio de Freitas (Republicanos) – seja em um projeto reeleitoral do governador, seja em uma eventual migração dele para a corrida presidencial, na qual seria adversário do petista. Uma aliança com o PT é considerada improvável.

Nesse cenário, há a possibilidade de Simone mudar de partido para se candidatar em São Paulo – ao Senado ou até mesmo ao governo estadual. O PSB, que integra a base de Lula, se colocou à disposição para abrigá-la, mas a mudança ainda não está acertada. Segundo integrantes da legenda a par do assunto, os últimos movimentos indicam que provavelmente a ministra acabará ficando no Mato Grosso do Sul.

Candidatar-se a senadora por seu estado de origem é uma opção na qual Tebet também estaria em linha com os planos de Lula, já que o presidente quer tentar garantir uma bancada forte no Senado. Só que esse caminho também é bastante desafiador, apesar do conforto de disputar as eleições em seu berço político. O motivo: há dúvidas em relação à capacidade eleitoral atual da ministra no estado, que se tornou um reduto forte da direita e do bolsonarismo.

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A decisão final será tomada em breve. Lula deve conversar com Tebet até o final deste mês.

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