Aliados apontam evidências de que a candidatura de Flávio Bolsonaro não é para valer

Integrantes da cúpula do próprio PL dizem que o lançamento do senador é apenas um primeiro movimento no jogo rumo às eleições de outubro

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Uma escolha vazia. É assim que setores da direita enxergam a opção feita por Jair Bolsonaro (PL-RJ) pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho, para disputar a Presidência da República. A corroborar essa ideia, dizem aliados sob reserva, há o fato de que, após o anúncio do ex-presidente, o PL não fez qualquer movimento em busca de alianças para sustentar a candidatura.

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Um integrante do partido disse ao PlatôBR que a inércia é proposital e chegou a ser discutida e definida dentro da legenda. “Por enquanto, o PL não está conversando sobre composição, não está procurando os presidentes dos partidos aliados, nem está procurando lideranças dos partidos”, afirmou. O motivo é evidente: o plano Flávio ainda não é tratado como definitivo.

O lançamento da candidatura do senador, observa um aliado, é como um primeiro movimento em uma partida de xadrez. Flávio, nesse jogo, seria o “primeiro peão a se movimentar”. “As peças foram colocadas e o primeiro peão se deslocou. Em uma candidatura, você sai com os peões primeiro e Flávio foi a primeira jogada de peão. Temos que ver agora o que os outros peões, os bispos, as torres e os cavalos farão. O que a rainha fará?”, resume esse aliado, integrante da cúpula do PL.

Falta de confiança
É inegável que a candidatura de Flávio carece de credibilidade no campo da direita, inclusive dentro de seu próprio partido. Apesar de ele ter crescido nas pesquisas nas primeiras semanas, políticos da legenda apontam quase intransponíveis, por exemplo, no relacionamento dele com o centro.

Além disso, há movimentos do senador que são considerados como equivocados. Um deles envolve a viagem recente que fez aos Estados Unidos. Ele pretendia ser recebido pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e acabou sendo ignorado.

“A gente vê que o papel dele agora seria atrair partidos, mas ele está com dificuldades até em relação a isso”, diz um aliado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). “Não acho que ele vai desistir, mas vão desistir por ele. E eu estou falando do próprio ex-presidente (Jair Bolsonaro).”

No entorno de Tarcísio, aliás, há quem veja a candidatura de Flávio quase como uma encenação. Pessoas próximas ao governador apontam evidências de que a empreitada não é para valer. “Por que lançaram a candidatura de Flávio no dia 5 de dezembro, às pressas? Esse movimento só serviu para abafar a Michelle Bolsonaro e o Tarcísio. Aí, dez dias depois, há a saída de Carlos Bolsonaro do Rio de Janeiro para poder se candidatar ao Senado por Santa Catarina. Por que Carlos não ficou para disputar pelo Rio de Janeiro?”, questiona um deles.

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A lista foi reforçada nesta semana pela própria Michelle, que compartilhou em suas redes sociais um vídeo do governador de São Paulo com forte tom eleitoral. A ex-primeira-dama é considerada uma aliada de Tarcísio dentro do clã Bolsonaro e tem usado essa condição para demonstrar que não concorda com a candidatura de Flávio.

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