O que o Planalto quer que o novo ministro da Justiça priorize

Wellington Lima e Silva, que comandava a área jurídica da Petrobras e é tido como homem de confiança de Lula, foi anunciado como o sucessor de Ricardo Lewandowski

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A segurança pública, apontada como o “calcanhar de Aquiles” do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, será a prioridade inicial do novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.

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Para responder aos críticos, disseram interlocutores do ministro ao PlatôBR, duas medidas iniciais devem ser tomadas: o reforço na integração entre as forças policiais federais e estaduais no combate ao crime e a retomada das conversas com o Congresso para avaliar o humor dos parlamentares e tentar votar a PEC da Segurança e o PL Antifacção, prioridades do governo para a área.

A avaliação inicial é de que há espaço para melhorar ainda mais a colaboração entre as secretarias de Segurança Pública, o que incluiu as polícias estaduais, com o Ministério da Justiça e as forças de segurança federais. A ideia é aparar arestas ainda existentes diante das críticas feitas por secretários e governadores contra a PEC da Segurança.

O novo ministro também deve trabalhar para destravar a pauta no Congresso que pode garantir mais ferramentas para  a segurança pública. Reuniões com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e com líderes partidários devem ser agendadas com a retomada dos trabalhos no Congresso.

Com perfil discreto e considerado um hábil negociador nos bastidores, Lima e Silva já sabe que terá de aumentar sua exposição pública para melhorar a avaliação do governo no quesito segurança pública. Será um papel similar ao que foi desempenhado pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda) no segundo semestre de 2025 para capitalizar as operações contra o crime organizado que tiveram forte atuação da Receita Federal. Esse trabalho de comunicação será feito em parceria com o ministro Sidônio Palmeira (Secom).

Com menos de 10 meses para apresentar resultados que possam ser usados para impulsionar a campanha à reeleição de Lula, o ministro não deve promover muitas mudanças no segundo escalão da pasta para dar continuidade às ações que já estavam em curso. A avaliação preliminar é de que não há tempo hábil para mudanças abruptas. A tendência, neste momento, é que ele escolha apenas um novo secretário-executivo e um novo chefe de gabinete.

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Um resultado positivo ao longo de 2026 no comando do Ministério da Justiça pode garantir a permanência de Lima e Silva em um eventual quarto mandato de Lula.

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