Os motivos de Nunes Marques para manter investigação de emendas sob sigilo

Nesta terça, a Polícia Federal deflagrou mais uma fase da Operação Overclean e teve como alvo o deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA)

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O pagamento de emendas parlamentares foi recorde em 2025 e, para este ano eleitoral, cerca de R$ 61 bilhões foram destinados pelos congressistas na LOA 2026 (Lei Orçamentária Anual) para repasses obrigatórios, um valor acima do que o governo federal aceita pagar. Mas, enquanto deputados e senadores anseiam por levar dinheiro para suas bases, o STF (Supremo Tribunal  Federal) mantém as ações de fiscalização sobre a aplicação de dinheiro público. 

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Por causa da previsão de realização de novas operações contra desvios de recursos de emendas, o ministro Kassio Nunes Marques, relator desse processo no STF, decidiu manter o sigilo sobre os inquéritos da Operação Overclean, que teve a 9ª fase deflagrada nesta terça-feira, 13. De acordo com fontes do STF, mais etapas da investigação serão realizadas e dependem da análise das provas obtidas nas buscas.

Nesta terça, a Polícia Federal tem novamente como alvo o deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), que já havia havia sido investigado na 5ª fase da operação, em julho de 2025, quando a polícia identificou que ele teria enviado ao menos R$ 4 milhões em emendas para prefeituras investigadas por indícios de fraudes em licitações. Um assessor do deputado é suspeito de negociar os repasses em troca de pagamentos de propina.

No curso da operação, a PF informou ao STF que o parlamentar teria recebido propinas desses contratos com três prefeituras. Nunes Marques determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

As buscas desta terça foram realizadas em endereços ligados ao deputado: o apartamento funcional utilizado por ele em Brasília, a sede do PDT na Bahia, e um apartamento de alto padrão, localizado no chamado Corredor da Vitória, em Salvador, avaliado em cerca de R$ 50 milhões.

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Entre os crimes investigados estão a formação de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos e lavagem de dinheiro.

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