Drops da semana: acordo Mercosul-UE, transição na Justiça e o retorno de Haddad
Assinatura do tratado entre os dois blocos está marcada para sábado, 17, Lula pode anunciar nome de novo titular da Justiça, ministro da Fazenda prepara sucessão e "O agente secreto" vence dois prêmios no Globo de Ouro
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Negociada há 26 anos, a assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia está marcada para o próximo sábado, 17, em Assunção, capital do Paraguai. Para entrar em vigor, o tratado ainda depende de aprovação pelo Parlamento Europeu e pelos congressos do Brasil, da Argentina, do Paraguai e do Uruguai.
Para o governo brasileiro, a criação do mercado comum vai potencializar as exportações, especialmente do agro e da indústria, integrar cadeias globais de valor e atrair investimentos estrangeiros. No cenário global, o tratado fortalece o multilateralismo e se contrapõe aos movimentos protecionistas implementados, principalmente, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Com cerca de 700 milhões de pessoas, a futura área de livre comércio nasce com um PIB de US$ 22 trilhões e será o maior mercado comum do mundo. Na Europa, ambientalistas e agricultores, principalmente da França, resistem ao acordo pelos impactos que terá na produção local.
A assinatura do tratado representa uma vitória do governo Lula e da diplomacia brasileira, liderada pelo ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores).
A escolha do novo ministro da Justiça
Com a saída de Ricardo Lewandowski, o presidente Lula deve escolher em breve o novo ministro da Justiça. Os nomes do advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, aparecem como favoritos nos bastidores do governo.
A troca na Esplanada esquenta as discussões sobre o desmembramento do ministério, para a criação da pasta da Segurança Pública. Embora seja uma promessa de campanha de Lula, o Planalto avalia que a divisão somente deve ser efetivada depois da aprovação da PEC da Segurança, que altera a divisão das responsabilidades da União e dos estados nessa área.
Enquanto o novo nome não é escolhido, o secretário-executivo da pasta, Manoel Carlos de Almeida Neto, exerce o cargo interinamente.
Haddad prepara sucessão na Fazenda
De volta das férias nesta semana, Fernando Haddad prepara a saída do Ministério da Fazenda. Ele anunciou no final do ano passado a intenção de deixar a pasta, ainda sem indicar seus próximos passos. Embora tenha dito que pretende se dedicar ao programa de governo de Lula na campanha de reeleição, Haddad é pressionado pelo PT a concorrer ao Senado ou ao governo de São Paulo nas eleições deste ano.
Na Fazenda, o nome mais forte para substituir Haddad é o atual secretário-executivo, Dario Durigan.
Duas estatuetas: vitória do Brasil no Globo de Ouro
O cinema brasileiro inicia a semana em clima de comemoração pelas duas estatuetas conquistadas pelo filme “O agente secreto”, do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho. A película ganhou os prêmios de melhor filme em língua não inglesa e de melhor ator, para o protagonista, Wagner Moura.
Nos discursos feitos depois do anúncio dos resultados, Mendonça e Moura enalteceram o momento positivo do cinema brasileiro e criticaram o governo Jair Bolsonaro. O ator destacou a importância da memória do país, tema do filme, que mostra a perseguição de um professor pela ditadura militar.
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Família Bolsonaro pressiona por prisão domiciliar
A defesa de Jair Bolsonaro aguarda nesta semana uma decisão do Supremo sobre mais um pedido de prisão domiciliar, apresentado neste domingo. A família voltou a reclamar das condições da prisão do ex-presidente, que teve nova crise de soluços no fim de semana, segundo o filho Carlos. Na política, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continua a pré-campanha para se viabilizar candidato presidente da República.