Ausência de Motta e Alcolumbre frustra planos de Lula para ato sobre o 8 de Janeiro

A falta dos dois presidentes do Legislativo não significa rompimento. Em reaproximação com o governo, o presidente da Câmara até garantiu fotos com o petista para a campanha deste ano

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Lula queria uma fotografia com a presença dos presidentes dos três poderes no ato que realizará nesta quinta-feira, 8, para marcar os três anos da tentativa de golpe de Estado. No entanto, o petista não contará com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que já o avisaram que não comparecerão ao evento organizado pelo Palácio do Planalto.

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Só depois da confirmação da ausência dos dois chefes do Legislativo Lula passou a cogitar o veto, na data simbólica, do projeto de lei aprovado pela Câmara e pelo Senado, que reduz as penas aplicadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) aos condenados pela tentativa de ruptura institucional. O presidente da República tem até o dia 12 de janeiro para sancionar ou vetar a proposta, mas deve fazê-lo no dia 8. O anúncio na presença de Alcolumbre e Motta seria constrangedor, pois os dois apoiaram a proposta no Congresso.

Pessoas próximas a Lula dizem que ele quer dar peso simbólico ao veto na cerimônia, que marca o primeiro 8 de janeiro após a prisão do ex-presidente e do núcleo de comando da tentativa de golpe. O petista também tem a intenção de transformar o ato em um evento “popular”. A ideia é produzir uma fotografia “com povo” na Praça dos Três Poderes que, certamente, será usada na campanha eleitoral deste ano.

Para mobilizar manifestantes, Lula pediu a ministros palacianos para divulgar o evento, entre eles, Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais). Nos anos anteriores, os atos não reuniram o público esperado e a responsabilidade caiu nas costas do então ministro da Secretaria-geral, Márcio Macedo, que chegou a ser acusado de não ter organizado de forma satisfatória a mobilização.

Sem rompimento
Na última segunda-feira, 5, Motta informou Lula sobre sua ausência na cerimônia. O presidente ainda descansava na base da Marinha na Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro. Alcolumbre também avisou que não irá ao ato,  alegou que estará no Amapá, aproveitando o recesso parlamentar para cumprir agenda no estado e dar andamento a compromissos de trabalho. As ausências, no entanto, não representam rompimento com o presidente.

Depois do afastamento no segundo semestre do ano passado, Motta tem tratado o veto de Lula ao projeto da dosimetria, encampado por ele na Câmara, como uma “divergência pontual”, sem potencial para interromper a rota de convergência entre ele e o petista.

Um passo importante para a reaproximação foi dado em dezembro com a nomeação, por Lula, de um aliado e conterrâneo de Motta, Gustavo Feliciano, para o Ministério do Turismo. O presidente da Câmara esteve na posse do amigo e aproveitou para fazer fotos com Lula que serão exibidas em sua campanha à reeleição para deputado federal.

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O pai de Motta, Nabor Wanderley garantiu um lugar na imagem registrada pelo Planalto, que também será usada como material de campanha em sua tentativa de se eleger ao Senado este ano. A foto com Lula mostra a chapa que o grupo do presidente da Câmara hoje considera ideal para a disputa nas urnas: Motta, Wanderley, o atual governador da Paraíba, João Azevedo, candidato a outra vaga ao Senado, e o vice-governador, Lucas Ribeiro, que assumirá o mandato a partir de abril com a desincompatibilização de Azevedo e tentará se reeleger para o comando do estado.

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