Paulo Sérgio receberá visita de general que falou em ‘ruptura’ após STF livrar Lula
General da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva recebeu autorização de Moraes para visitar o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, condenado no julgamento do golpe
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Condenado pela tentativa de golpe e preso, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira vai receber nesta terça-feira, 6, a visita de um general da reserva com histórico recente de declarações golpistas. Alexandre de Moraes autorizou que Luiz Eduardo Rocha Paiva passe 30 minutos com Paulo Sérgio na tarde desta terça, na sala onde o general está detido no Comando Militar do Planalto, em Brasília.
Em março de 2021, Rocha Paiva deu declarações golpistas após Edson Fachin anular as condenações de Lula na Lava Jato e abrir caminho para que o petista se candidatasse à Presidência em 2022. À época, o general da reserva fazia parte da Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos do governo Jair Bolsonaro.
Na ocasião, Paiva escreveu um texto, divulgado em suas redes sociais e no site do Clube Militar, que falava na possibilidade de “ruptura institucional” em razão da decisão do ministro do STF. O título da publicação era “Aproxima-se o ponto de ruptura”. Disse o militar reformado:
“O STF feriu de morte o equilíbrio dos Poderes, um dos pilares do regime democrático e da paz política e social. A continuar esse rumo, chegaremos ao ponto de ruptura institucional e, nessa hora, as Forças Armadas (FA) serão chamadas pelos próprios Poderes da União, como reza a Constituição”.
O general da reserva também classificou a decisão de Fachin como “nefasta” e “uma bofetada na cara” da “nação brasileira”.
Ouvido pela coluna à época, o general Rocha Paiva disse não se arrepender do que escrevera. “Não me arrependo. Ninguém deseja uma ruptura institucional, mas isso pode vir a acontecer, caso o conflito entre os Poderes se agrave”, afirmou.
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Em meados de 2022, o general Rocha Paiva publicou um novo texto, que classificava uma eventual vitória eleitoral de Lula como “o desastre e a ruína moral da nação e de suas instituições”. O conteúdo foi compartilhado no WhatsApp por Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, então ministro da Defesa do governo Bolsonaro.