Drops da semana: crise na Venezuela, cautela do Brasil e troca na Fazenda

Conselho de Segurança da ONU discute operação dos Estados Unidos contra país sul-americano, governo Lula adota tom cuidadoso, Maduro ouve acusações em Nova York e Haddad tem baixa na equipe

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O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta segunda-feira, 5, a partir das 12 horas para se posicionar sobre a operação dos Estados Unidos que capturou no sábado o ditador venezuelano Nicolás Maduro. O encontro de emergência foi solicitado pela Colômbia, com apoio da Rússia e da China, e vai discutir a legalidade da intervenção dos EUA no país sulamericano.

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O ataque das forças americanas contra a Venezuela alerta o mundo para a fragilidade do direito internacional diante das investidas militares das grandes potências. Em comunicado emitido depois do ataque, o secretário-geral da ONU, António Guterres disse que a ação dos Estados Unidos representa um “precedente perigoso” e pediu “respeito às normas que regem a convivência entre os Estados”.

As preocupações com a instabilidade internacional ganham força com a declaração de Donald Trump sobre a possibilidade de um ataque à Colômbia semelhante ao executado na Venezuela. Em declaração à imprensa, o presidente americano disse que uma ação desse tipo “soava bem” aos seus ouvidos.

A posição do Brasil sobre a operação dos EUA
Na reunião do Conselho de Segurança da ONU, representado pelo chanceler Mauro Vieira, o Brasil deve reafirmar a posição contrária ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Em nota divulgada no sábado, o presidente Lula considerou “inaceitável” a operação “inaceitável” e uma “afronta gravíssima à soberania” do país vizinho. 

Como mostrado pelo PlatôBR, Lula foi aconselhado pelos auxiliares a deixar a condução desse assunto para a diplomacia e evitar declarações públicas que possam causar desgastes com Trump e com a Venezuela.

O petista calibra o discurso sobre a Venezuela também com olho na eleição presidencial. A derrubada de Maduro será explorada por possíveis adversários, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Maduro passa por audiência de custódia
Em Nova York, Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, passam na tarde desta segunda-feira, 5, por uma audiência de custódia em um tribunal da cidade. Na sessão, eles devem ouvir formalmente as acusações que lhes são feitas pelos Estados Unidos, relacionadas a narcoterrorismo, importação de cocaína para os EUA e armamentos.

Na Venezuela, o clima é de incerteza quanto ao futuro político. Com a captura de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente o comando do país. Em mensagem publicada nas redes sociais, ela defendeu uma colaboração com os EUA. Trump a ameaça com sanções caso não siga suas determinações à frente do governo. Ainda é cedo para se prever como as forças políticas internas vão reagir à derrubada de Maduro.

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Mudança na equipe de Haddad
Em férias até o dia 10, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) deve indicar logo o substituto de Marcos Pinto na Secretaria de Reformas Econômicas da pasta. A exoneração de Pinto, a pedido, foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 5.

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