Alcolumbre e Randolfe, uma dupla unida pelo petróleo da Margem Equatorial

O projeto de exploração da Petrobras tem potencial para transformar a economia do Amapá, estado dos dois congressistas. O assunto tende a dominar a eleição local, em que ambos apoiarão a reeleição do atual governador e Randolfe tentará renovar o mandato

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As rusgas entre o presidente do Senado (e do Congresso), Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com o governo Lula na reta final de 2025 não abalaram a aliança entre ele e o líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).

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O amálgama dessa união é o projeto da Petrobras para explorar petróleo na chamada Margem Equatorial. Tanto Alcolumbre quanto Randolfe são ferrenhos defensores da exploração, que conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas sofre a resistência da área ambiental do governo.

Em outubro, Alcolumbre e Randolfe comemoraram juntos a autorização do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis), expedida após muita pressão de Lula, para que a Petrobras inicie a perfuração para a prospecção de petróleo na área localizada na foz do rio Amazonas. A região a ser perfurada fica em águas profundas do estado dos dois senadores, o Amapá, e é vista como fundamental para transformar a economia local.

Foi, aliás, também com o projeto de exploração em vista que o presidente do Senado articulou a aprovação do novo marco legal do licenciamento ambiental, incluindo uma emenda que estabelece a LAE (Licença Ambiental Especial), uma nova modalidade de licença criada para agilizar a autorização de empreendimentos considerados estratégicos pelo governo.

Olho nas urnas
A união Alcolumbre-Randolfe também tem razões eleitorais. Os dois apoiam a reeleição do aliado Clécio Luís Vieira (Solidariedade), governador do Amapá, e a intenção é mostrar que a aliança fincada em Brasília foi responsável por viabilizar a exploração de petróleo no estado, que traz consigo um grande potencialde desenvolvimento econômico, a despeito dos riscos apontados pela ala ambientalista do governo e por entidades e especialistas. Para além de apoiar o governador, Randolfe ainda buscará a renovação de seu mandato, na mesma chapa. 

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O projeto da dupla de senadores, no entanto, vem sendo ameaçado pelo atual prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB), que também disputará o governo. Bem avaliado, Furlan pode não apenas colocar em risco a candidatura de Clácio Vieira como atrapalhar os planos de reeleição do próprio Randolfe. A intenção do prefeito é lançar o nome de sua mulher, Rayssa Furlan, ao Senado.

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