A missão difícil de Márcio França

França busca candidatura, mas petistas não demonstram apoio e cogitam outros nomes

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O ministro Márcio França tem poucos meses para mostrar mais musculatura e garantir, dentro do próprio PSB, a vaga de candidato ao governo de São Paulo. Sua candidatura pode subir no muro, como na eleição passada, quando ele desistiu da corrida para apoiar o petista Fernando Haddad.

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Na ocasião, concorreu ao Senado, estava bem nas pesquisas, mas foi ultrapassado pelo astronauta Marcos Pontes, do PL.

Nas conversas de bastidores e com a imprensa, o PT sequer fala da possibilidade de apoiar o ministro, indicando que quer Fernando Haddad ou Geraldo Alckmin com candidatos, apesar de os dois dizerem que não querem entrar na disputa.

No PSB, a preferência é por seu nome, mas nada está garantido, mesmo que Geraldo Alckmin não seja o candidato.

“O Márcio é uma pessoa muito importante e sua postulação é legítima, mas é importante uma candidatura que una toda a esquerda paulista. Se ele conseguir essa união, será um ótimo candidato”, afirmou à coluna Carlos Siqueira, que presidiu o PSB por 11 anos e é do comando nacional.

Segundo ele, no entanto, nenhuma decisão será tomada sem uma conversa com o ministro. Na eleição passada, essa conversa foi feita por Alckmin e pelo próprio Lula.

Chamou a atenção que, embora seja o ministro do Empreendedorismo, França não foi chamado para compor a força tarefa do governo que discute, com os ministros Guilherme Boulos e Luiz Marinho, saídas para os entregadores de aplicativos, uma das bandeiras do governo neste ano eleitoral.

O Grupo de Trabalho Interministerial foi criado no começo de dezembro, com a Secretaria-Geral da Presidência, o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), sem incluir a pasta de Márcio França.

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Enquanto busca o apoio de partidos, França tem usado o tempo livre para fazer campanha pelo interior paulista e não perde oportunidade fazer um enfrentamento direto com Tarcísio de Freitas pelas redes sociais, criticando a gestão do governador.

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