Crise no horizonte: Correios seguirão como um problemão para o governo neste ano
A necessidade de captar R$ 8 bilhões em 2026 para organizar as contas manterá a estatal nos holofotes. Valor pode sair dos cofres públicos e será acrescido ao empréstimo de R$ 12 bilhões contratado em 2025 junto a um consórcio de bancos
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A necessidade dos Correios de captar R$ 8 bilhões em 2026 — além do empréstimo de R$ 12 bilhões já contratado — para tirar do papel o plano de reestruturação manterá a estatal sob os holofotes no ano que começa. Tanto na equipe econômica quanto na ala política do governo a avaliação é que a saúde financeira da empresa pública tende a ser um foco de crise para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O melhor dos cenários, afirmaram ao PlatôBR técnicos que participam das discussões, é o de a empresa conseguir um novo empréstimo de R$ 8 bilhões com um grupo de bancos, como fez para obter os R$ 12 bilhões. Caso isso ocorra, o tamanho do problema para o Planalto diminui, na avaliação de interlocutores do palácio.
A alternativa ao financiamento privado seria um aporte de recursos do Tesouro Nacional, a pior das opções diante dos sucessivos déficits nas contas públicas. A possibilidade de o socorro vir da União foi confirmada pelo presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, em entrevista coletiva na última segunda-feira, 29.
A avaliação de auxiliares do presidente é de que o problema, caso não seja resolvido ainda no primeiro semestre de 2026, pode respingar na popularidade de Lula em ano de eleição.
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Os prognósticos internos da equipe do ministro Sidônio Palmeira (Comunicação Social) apontam que a crise dos Correios será explorada pela oposição para atribuir a Lula o rótulo de gastador que deixa a desejar na condução do país.