Exportador de carne para China pagará imposto de 67% se vendas excederem cota
Entidade do setor estima que o Brasil poderá perder uma receita de US$ 3 bilhões com as vendas para o país asiático a partir da adoção da nova política tarifária
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Os exportadores brasileiros de carne para a China pagarão uma alíquota de imposto de 67% quando a cota de 1,106 milhão de toneladas for alcançada, informou a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) em nota conjunta com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).
Esse percentual considera uma alíquota de 12% para os volumes dentro da cota e uma sobretaxa de 55% para as vendas feitas acima do limite. Em 2025, as importações chinesas de carne bovina brasileira somaram cerca de 1,7 milhão de toneladas, o equivalente a 48,3% do volume exportado.
O Ministério do Comércio chinês anunciou na última quarta-feira, 31, um tarifaço global para a importação de carne de países como Brasil, Austrália, Estados Unidos, Argentina e Uruguai. Sob o pretexto de proteger a indústria nacional, o país asiático informou que será criado, a partir desta quinta-feira, 1º, um regime de cotas e uma taxação de 55% para os exportadores que excederem os limites impostos.
As entidades brasileiras do setor ainda informaram que seguirão acompanhando a implementação das medidas, atuando diretamente junto ao governo federal e às autoridades chinesas para tentar reduzir os danos que a sobretaxa causará aos pecuaristas e exportadores.
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Aproximadamente 70% da carne bovina produzida no Brasil, segundo a Abiec, é destinada ao mercado interno, enquanto cerca de 30% é exportada. Nas contas da Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos), o Brasil poderá perder uma receita de US$ 3 bilhões com as exportações de carne bovina para a China diante da nova política tarifária.