Mesa diretora da Câmara cassa Eduardo, por faltas, e Ramagem, pela trama golpista

Depois que o STF anulou decisão que manteve mandato de Carla Zambelli, Hugo Motta mudou o rito para condenado por atentar contra a democracia. Filho do ex-presidente foi punido pela ausência às sessões

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A mesa diretora da Câmara decidiu, nesta quinta-feira, 18, cassar os mandatos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ). A decisão foi tomada por maioria e formalizada por ato administrativo assinado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

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No caso de Eduardo, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, a perda do mandato ocorreu por excesso de faltas às sessões deliberativas. O deputado está nos Estados Unidos desde o início do ano e ultrapassou o limite de ausências permitido pela Constituição, que autoriza a cassação automática do mandato em situações desse tipo.

Ao anunciar a abertura do procedimento, Motta afirmou que Eduardo já havia atingido o “número suficiente” de faltas. “É impossível o exercício do mandato parlamentar fora do território nacional”, disse o presidente da Câmara, em declaração feita neste mês.

Alexandre Ramagem teve o mandato cassado em cumprimento à decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que condenou o parlamentar a 16 anos e um mês de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado. Nesse processo, a mesa diretora adotou procedimento diferente do que foi adotado em relação à ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). Mesmo depois que o Supremo determinou a perda de seu mandato, Motta decidiu levar o caso para ser votado pelo plenário, que rejeitou a cassação. O Supremo anulou a decisão da Câmara e Zambelli renunciou ao mandato no último domingo, 14. 

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As perdas de mandato serão publicadas no Diário Oficial da Câmara. O ato foi assinado por Motta e outros integrantes do colegiado responsável pela condução administrativa da Casa.

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