Troca feita pelo PSB na ADPF das Favelas é criticada pelo partido e por entidades

João Campos escalou um advogado do PSB para tocar a ADPF das favelas após anos de autonomia

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Integrantes do PSB e representantes de entidades que são partes da ADPF 635 do STF, conhecida como ADPF das Favelas, criticaram nos bastidores a postura do partido em colocar um advogado da sigla para tocar a ação. Rafael Carneiro assumiu o caso nessa quinta-feira, 30.

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O movimento do PSB, sob João Campos, foi lido como demonstração de falta de autonomia ao advogado que protocolou a ação e a conduziu desde o princípio, Daniel Sarmento. Ele deixou o caso. Interlocutores do PSB e de partes da ADPF apontaram motivos “políticos e eleitorais” na decisão da sigla de acionar Carneiro.

Apesar de ter sido ajuizada no STF pelo PSB, a ADPF é uma iniciativa da sociedade civil, representada por Sarmento, que foi apoiada pelo partido. Nos últimos cinco anos de tramitação, o advogado sempre teve autonomia para tocar a ação, sem qualquer interferência do partido de Campos.

Após o massacre que deixou pelo menos 121 pessoas mortas no Rio de Janeiro, na terça-feira, 28, Daniel Sarmento pediu ao STF, no âmbito da ADPF, a federalização das investigações sobre os excessos da operação.

O pedido incomodou o PSB nacional, que alegou ter sido surpreendido com a solicitação do defensor. Por isso, o partido colocou seu próprio advogado para atuar no processo, sem consultar Sarmento.

A entrada de um novo advogado na ADPF das Favelas antecede um momento crucial do caso: a apresentação, pelo governo do Rio de Janeiro, de um plano de retomada de território em 2026.

Em nota, entidades da sociedade civil partes na ação disseram: “Nenhuma disputa partidária ou cálculo eleitoral pode se sobrepor à defesa da vida, da verdade e da justiça. O silenciamento sobre a violência de Estado e a tentativa de desmobilização de instrumentos jurídicos legítimos de controle da letalidade policial não condizem com a tradição democrática e socialista que o PSB historicamente buscou representar”.

A nota é assinada por 17 entidades, entre elas a Justiça Global, Educafro, Conectas e Redes da Maré.

Procurado pela coluna, João Campos não se manifestou. O espaço continua aberto.

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