Moraes mantém prisão de kid preto envolvido em trama golpista
Tenente-coronel Hélio Ferreira Lima está preso por suspeitas de espalhar desinformação sobre sistema eleitoral e atuar em planos para matar Lula, Alckmin e Moraes
compartilhe
Siga no
Alexandre de Moraes manteve a prisão preventiva do tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, um dos militares de forças especiais presos na Operação Contragolpe, em novembro de 2024, sob suspeita de tramar planos golpistas para manter Jair Bolsonaro no poder e matar Lula, Geraldo Alckmin e Moraes.
Em decisão assinada na terça-feira, 4, Moraes negou um pedido da defesa do militar para que ele fosse solto, sob alegação de que não há evidências que comprovem a prática desses planos por Ferreira Lima e justifiquem sua prisão preventiva.
O ministro do STF lembrou que o kid preto, como são chamados os militares com formação em unidades especiais, foi indiciado pela Polícia Federal por sua atuação em um núcleo que espalhava informações falsas para minar a credibilidade do sistema eleitoral.
Alexandre de Moraes também apontou que a PF encontrou em arquivos de Hélio Ferreira Lima uma planilha detalhada com informações sobre um planejamento estratégico do golpe. O material incluía dados sobre o sequestro e possível execução do próprio Moraes, além dos assassinatos de Lula e Alckmin.
“A Defesa de Hélio Ferreira Lima não apresentou qualquer fato superveniente que pudesse afastar a necessidade de manutenção da custódia cautelar, ante a necessidade de resguardar ordem pública e a instrução processual penal, conforme as circunstâncias concretas evidenciadas nos autos”, decidiu Moraes.
No dia anterior à decisão de manter o kid preto preso, o ministro autorizou a transferência dele para uma cadeia militar no 7º Batalhão de Polícia do Exército, em Manaus. Conforme havia informado a coluna, o tenente-coronel solicitou a mudança para ficar detido na mesma cidade onde vive a mulher dele, também militar do Exército.
Como mostrou o PlatôBR, Hélio Ferreira Lima oficial foi segurança pessoal de Dilma Rousseff quando a petista era presidente. À época, ele era do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e tinha a função de supervisor de segurança. No posto, era responsável por coordenar a “cápsula de segurança” de Dilma – como é chamada, no jargão militar e policial, a proteção mais aproximada dos presidentes.
