Gaza: Brasil comemora cessar-fogo, mas ainda se ressente por proposta rejeitada

Governo brasileiro apresentou proposta para pôr fim à guerra em 2023, mas Estados Unidos vetaram a medida no Conselho da ONU. Para o Planalto, acordo de agora é similar

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O presidente Lula e o governo brasileiro comemoraram o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas anunciado nesta quarta-feira, 15, mas políticos governistas, em conversas reservadas, lembraram que 48 mil pessoas não teriam perdido a vida na guerra se os Estados Unidos não tivessem vetado a proposta feita pelo Brasil, em outubro de 2023, para o fim do conflito.

A proposta brasileira de cessar-fogo apresentada no Conselho de Segurança da ONU era parecida com o acordo firmado agora entre Israel e o Hamas, lembraram integrantes do governo.

Anunciado pelos presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, e do Egito, Abdel Fatah Al Sissi, o cessar-fogo terá início no domingo, 19. O acordo prevê a libertação gradual dos 100 reféns israelenses ainda em poder do Hamas e a retirada das tropas de Israel na Faixa de Gaza.

A proposta do governo brasileiro para o fim das hostilidades obteve no Conselho de Segurança da ONU, à época, os votos favoráveis da França, Japão, China, Suíça, Malta, Gana, Gabão, Equador, Albânia, Moçambique e Emirados Árabes. A Rússia e o Reino Unido se abstiveram. Mas bastava um voto contrário para o veto, e foi o dos pelos Estados Unidos.

O Brasil fez, inicialmente, uma proposta de resolução que pedia pausas humanitárias. “Fizemos todo o esforço possível para que cessassem as hostilidades, que parassem os sacrifícios humanos e pudéssemos dar algum tipo de assistência às populações locais e aos brasileiros. A nossa preocupação foi sempre humanitária”, disse na ocasião o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, então presidente do Conselho de Segurança.

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