A maioria dos brasileiros, 61%, considera que as eleições presidenciais de 2026 foram limpas e justas, segundo pesquisa Quaest divulgada neste domingo (8/11). Outros 30% acreditam que houve fraude no processo eleitoral, enquanto 9% não souberam ou não quiseram responder.

O levantamento também mostra que 59% dos entrevistados desaprovam a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de questionar o resultado da disputa, vencida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 34% aprovam a atitude, e 7% não souberam responder.

Os dados fazem parte do estudo pós-eleitoral "O Brasil depois das urnas", conduzido pela Quaest e divulgado pelo diretor da empresa, Felipe Nunes. Foram ouvidas 2.004 pessoas entre 30 de outubro e 2 de novembro. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

A percepção sobre a legitimidade das eleições apresenta estabilidade em relação a 2022. Naquele ano, 64% dos entrevistados consideravam que o pleito havia sido limpo e justo, enquanto 29% acreditavam na existência de fraude.

A rejeição ao questionamento do resultado eleitoral é semelhante à registrada após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para Lula, em 2022. Naquele ano, 61% dos entrevistados desaprovavam a decisão do então presidente e de seu partido de pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a anulação de votos registrados em urnas antigas. Outros 34% aprovavam a iniciativa, enquanto 5% não souberam responder.

Reação de Flávio é pior avaliada que a do pai em 2022

A pesquisa também investigou a avaliação dos brasileiros sobre o comportamento de Flávio Bolsonaro após a divulgação do resultado eleitoral. Para 60% dos entrevistados, o senador agiu mal diante da derrota, enquanto 25% consideram que ele se comportou bem. Outros 9% avaliaram que não agiu nem bem nem mal, e 6% não souberam responder.

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O resultado representa uma avaliação mais negativa do que a registrada em dezembro de 2022, quando a Quaest fez a mesma pergunta sobre o comportamento de Jair Bolsonaro após perder a eleição presidencial para Lula. Na ocasião, 45% dos entrevistados consideravam que o então presidente havia agido mal, enquanto 41% avaliavam positivamente sua postura. Outros 8% não consideravam o comportamento nem bom nem ruim, e 6% não souberam responder.

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