A primeira versão da carta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), divulgada nesta quarta-feira (28/10), trazia um brasão de armas antigo em que se lia “Estados Unidos do Brazil”, com “Z”.
Trata-se do brasão de armas usado entre a Proclamação da República, em 1889, e 1968, quando passou a valer a sexta Constituição do país. Na ocasião, o nome oficial foi alterado para República Federativa do Brasil, que permanece até hoje.
A grafia original do nome do país era “Estados Unidos do Brazil”, mas, desde o início da República, não havia consistência entre as versões com “Z” e com “S”. Em 1931, um decreto estabeleceu “Brasil” como versão oficial, mas o brasão seguiu sendo usado com frequência com a grafia antiga.
Inicialmente, o documento não foi divulgado pelo congressista, mas por aliados, como o blogueiro Paulo Figueiredo, que vive nos Estados Unidos. Posteriormente, Flávio publicou uma versão corrigida, com o brasão de armas atual.
Ao publicar a carta no X (antigo Twitter), Figueiredo foi advertido de que o brasão estava incorreto. Então, apagou a publicação e aguardou o post de Flávio. Além do símbolo, a versão do senador mudou um detalhe na apresentação: em vez de se proclamar “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, ele decidiu escrever apenas “verdadeiro presidente do Brasil”. Pouco depois, recuou novamente e atualizou para “líder do Brasil”.
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Redes reagem
O uso do brasão incorreto foi entendido por muitos como um aceno de subserviência aos Estados Unidos, para onde Flávio resolveu fugir. Na grafia usada no país, “Brazil” é escrito com “Z”.
Outros ironizaram: “O cara conseguiu errar o nome do próprio país, para cuja Presidência se candidatou. É inacreditável”.
Durante o programa GloboNews Mais, a jornalista e apresentadora Julia Dualibi não conseguiu conter o riso ao comentar o erro. “Desculpa, gente, mas o nome do Brasil é com ‘S’. Com ‘Z’, lá fora, em inglês, só”, disse.
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Houve ainda quem lembrasse o enredo da escola de samba Estação Primeira de Mangueira em 2002: “Brazil com ‘Z’ é pra cabra da peste, Brasil com ‘S’ é a nação do Nordeste”. O desfile celebrou a autenticidade do Nordeste frente à visão estereotipada e colonialista do país, e a Mangueira terminou campeã do Carnaval no Rio de Janeiro.
