As eleições de 2026 promoveram uma expressiva renovação no Senado, com 19 dos 32 parlamentares que tentavam a reeleição derrotados nas urnas. O levantamento, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta que 59,3% dos senadores candidatos não conseguiram um novo mandato.

Um dos maiores caciques da Casa, Renan Calheiros (MDB-AL), obteve 22,24% dos votos e perdeu a cadeira para o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), e para Marina JHC (PSDB), que estreava nas urnas. A base do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também sofreu baixas significativas.

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Líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues (PT-AP) teve 18,55% dos votos e perdeu a segunda vaga do estado para o senador Lucas Barreto (PSD-AP). O apoio presidencial não foi suficiente para reeleger Carlos Fávaro (PSD-MT), com 11,5%, e Eliziane Gama (PT-MA), com 9,75% dos votos.

A oposição também registrou uma perda relevante com Ciro Nogueira (PP-PI), líder da minoria, que reconheceu publicamente a derrota após alcançar 24,68% dos votos. Já Soraya Thronicke (PSB-MS), que passou do bolsonarismo à aliança com Lula, obteve 13,07% e ficou de fora.

Renovação nos estados

No Distrito Federal, Leila do Vôlei (PDT-DF) não se reelegeu, com 21,25% dos votos. As vagas foram ocupadas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) e pela deputada federal Bia Kicis (PL-DF).

Os estados do Maranhão e do Espírito Santo renovaram as duas vagas em disputa. Além de Eliziane, Weverton Rocha (PDT-MA) também não continuará no Senado. No estado capixaba, Fabiano Contarato (PT-ES) e Marcos do Val (Avante-ES) foram derrotados.

Presidir comissões parlamentares de inquérito não garantiu a permanência de alguns senadores. Foi o caso de Fabiano Contarato, que esteve à frente da CPI do Crime Organizado, e de Carlos Viana (PSD-MG), que presidiu a CPMI do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Outros parlamentares que não continuarão na Casa a partir de 2027 são:

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