O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou, durante seu discurso na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), uma das pautas mais defendidas pelo governo: o fim da escala 6x1. O petista defendeu cooperação entre os países do Sul Global pelo desenvolvimento e mudanças no mundo do trabalho.

Em seu discurso, o chefe do Executivo brasileiro disse que há um "anseio legítimo por mudanças" em todo o mundo e sobre um futuro de participação e soluções efetivas para o desenvolvimento.

"Existe, em todo o mundo, um anseio legítimo por mudanças. Mas mudar não é retroceder, não é subtrair direitos. Não é reeditar teorias de supremacia racial ou de submissão feminina. Não é recolonizar o Sul Global. Mudar é avançar para um futuro de mais participação e mais conquistas. É criar e compartilhar soluções públicas efetivas para os desafios do desenvolvimento por meio de um Estado democrático, forte, eficiente e capaz", afirmou o presidente.

Lula ainda mencinou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e o Painel Internacional sobre Desigualdade, iniciativas de cooperação internacional para desenvolvimento e redução da desigualdade. O presidente afirmou que mudar é apostar no "espírito de solidariedade" e na colaboração entre países da África, Ásia, América Latina e do Caribe.

Em seguida, o presidente afirmou que o Brasil tem pressa em se tornar uma nação desenvolvida e justa. Lula ressaltou ainda que o seu governo adotou um modelo econômico com foco na distribuição de renda e proteção social, e que o Brasil "voltou a crescer de modo sustentado".

"O Brasil tem pressa em se tornar uma nação desenvolvida e socialmente justa. Adotamos um modelo econômico que se assenta na distribuição de renda, na geração de empregos e na valorização do salário. Apostamos na melhoria da produtividade, na ampliação do crédito e na construção de uma rede robusta de proteção social", declarou o presidente.

"O Brasil voltou a crescer de modo sustentado. Somos o terceiro maior destino de investimento estrangeiro direto. Apesar do tarifaço contra nossa economia, este ano bateremos novo recorde de exportações", disse também.

Lula declarou também que "ainda há muito a ser feito" e citou as transformações no mundo do trabalho. Ele lembrou os trabalhadores que serão beneficiados pelo fim da escala 6x1 no Brasil e dissez que, para ele, a aprovação do projeto seria a concretização destes objetivos de mudança.

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"Ainda há muito a ser feito. O mundo do trabalho está em transformação. Pessoas idosas querem permanecer ativas. Jovens desejam empreender. O trabalhador precisa de tempo para descansar, se qualificar e conviver com a família. No Brasil, concretizar esse objetivo passa pelo fim da chamada escala 6x1 para garantir ao trabalhador dois dias livres por semana. Essa mudança é fundamental para aliviar a sobrecarga doméstica que ainda recai sobre as mulheres", completou o presidente sobre o principal objetivo do seu terceiro mandato, que terminará em dezembro.

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