A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, movimento que reúne pastores e teólogos de diferentes regiões do país, divulgou nesta quinta-feira (10/9), em suas redes sociais, uma carta aberta dirigida ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, na qual pede transparência na condução do caso envolvendo o Banco Master. O documento afirma que o Brasil precisa conhecer "o que aconteceu" e defende que todas as informações sobre o episódio sejam esclarecidas. "Seja quem for, doa a quem doer", defende o texto.
Na carta, a Frente afirma ser um movimento que reúne presbiterianos, batistas, metodistas, luteranos, pentecostais e integrantes de outras denominações evangélicas.
"Como irmãos e irmãs em Cristo, pedimos que o senhor escolha a transparência. O Brasil precisa saber o que aconteceu. Tudo o que aconteceu", afirma o documento, que cita ainda o Evangelho de João: "a verdade os libertará".
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O documento é dirigido a Mendonça tanto na condição de ministro do STF e relator do caso Master quanto como integrante da comunidade cristã. A entidade afirma falar "a partir da fé" compartilhada por seus integrantes e não "de fora da Igreja". Mendonça é pastor de uma Igreja Presbiteriana em São Paulo.
Em outro trecho, a Frente faz uma crítica ao uso da religião em disputas políticas e afirma que a fé não deve ser utilizada para levantar suspeitas contra outros cristãos.
"Sua fé não deve ser usada para levantar suspeitas contra outros irmãos", diz o material divulgado nas redes sociais.
Na sequência, a entidade afirma que a religião também não deve funcionar como "escudo, palanque ou instrumento eleitoral". "O Deus a quem servimos não precisa da proteção do Estado. É o Estado que precisa da justiça e da verdade ensinadas por Ele", afirma a carta.
A carta utiliza referências bíblicas para sustentar o pedido dirigido a Mendonça. Além da passagem de João 8:32 — "a verdade os libertará" —, o documento cita João 3:21: "Quem pratica a verdade vem para a luz".
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Mês passado, a Frente declarou apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também em carta aberta, o movimento afirmou que a reeleição de Lula está alinhada a valores cristãos. O documento também criticou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), alegando que ela está associada a um projeto de "autoritarismo" e de "benefícios dos mais ricos".
