O diretor-executivo da Polícia Federal (PF), William Marcel Murad, segundo na hierarquia da corporação, defendeu o diretor-geral Andrei Rodrigues, na manhã desta terça-feira (8/9), após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pelo afastamento.
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Em discurso na cerimônia de abertura do LXIII Curso de Formação Profissional (CFP) para agente da PF, em Brasília, Murad disse que a instituição resistirá a “ataques”. Ele abriu o evento, substituindo Andrei, em meio à crise institucional.
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"Não nos deixaremos abalar por ataques, venham de onde vier. E aqui, reafirmamos, reafirmo, nossa total confiança na direção geral, no diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O momento exige serenidade, mas saberemos atravessar essa tempestade como tantas vezes o fizemos", declarou. A informação é do portal G1.
O diretor-executivo defendeu que a atuação dos investigadores é “técnica, imparcial e livre de qualquer viés político” e que saber que o trabalho da corporação é “dentro da lei” e “comprometido com o interesse público” faz com que a PF tenha confiança de que “a verdade dos fatos prevalecerá”.
"É essa absoluta certeza dos nossos valores e a nossa forma de atuar que fazem com que as tentativas de descredibilizar o nosso trabalho, com alegações dissociadas da realidade e outros disparates, não tenham qualquer repercussão interna, tampouco na sociedade e na imprensa", continuou Murad.
Murad também afirmou que cabe à Polícia Federal proteger as suas atribuições diante do que classificou como “ataques e tentativas de usurpação de funções”. Segundo ele, o respeito às competências de cada órgão do sistema de Justiça é necessário para garantir a legalidade e a regularidade das investigações e de eventuais condenações.
“Não se trata meramente de interesse institucional ou corporativismo. É o interesse público, o cumprimento da lei e a manutenção do sistema democrático”, afirmou. O diretor-executivo acrescentou ainda que a atuação da PF na promoção da Justiça e na defesa do Estado democrático de direito é “inegociável”.
Andrei Rodrigues teve afastamento cautelar definido em decisão divulgada nesta terça, juntamente com o diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa, que também foi alvo da decisão. Mendonça justifica a decisão com indícios de irregularidades na produção de relatórios atribuídos à estrutura de inteligência da corporação.
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Na decisão, Mendonça detalha uma possível falha no cumprimento das regras internas que disciplinam a atividade de inteligência policial e estabelecem limites para a coleta, análise e disseminação de informações. Para o ministro, a permanência dos dois delegados nos cargos poderia comprometer a apuração, devido às funções que exercem e à relação deles com os fatos investigados. O afastamento tem caráter cautelar e busca impedir eventual acesso privilegiado a sistemas, informações e estruturas que possam interferir nas investigações.
