O candidato do MDB ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo, defendeu neste domingo (6/9) a adoção do conceito de “cidade esponja” como estratégia para prevenir enchentes e reduzir os impactos das chuvas na Zona da Mata.
Durante visita a Ubá, o candidato criticou a forma como os municípios mineiros lidam com os cursos d’água e disse que o enfrentamento às tragédias climáticas precisa priorizar planejamento urbano, preservação ambiental e prevenção.
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Gabriel citou as chuvas que atingiram a Zona da Mata em fevereiro deste ano e deixaram mais de 70 mortos em Juiz de Fora e Ubá. Para o candidato, parte dos problemas é resultado de décadas de ocupação urbana sem respeito aos cursos e às margens dos rios, além da retirada de vegetação.
“Eu penso que o tratamento das nossas águas e o combate às tragédias climáticas está completamente equivocado. Nos últimos anos, mais cimento, mais obras eleitoreiras e pouco respeito aos cursos d'água, ao nosso sistema hídrico”, criticou.
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O candidato defendeu a criação de uma “Zona da Mata esponja”, com intervenções inspiradas no conceito de cidades esponja. A proposta prevê a implantação de parques alagáveis e parques lineares ao longo dos rios, além do respeito às margens e de uma ocupação urbana considerada adequada às características hídricas de cada município.
Gabriel também defendeu a realização de uma busca ativa pelas famílias que ainda enfrentam dificuldades depois de perderem suas casas e pertences nas enchentes. Para ele, o poder público deve oferecer não apenas moradia, mas também suporte às vítimas, incluindo atendimento emocional.
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O candidato criticou ainda políticos que, segundo ele, visitam cidades atingidas apenas durante os períodos de calamidade. “O povo daqui, da Zona da Mata, já se cansou de político que vem aqui na tragédia só para fazer foto. O momento é agora. De obra, de atenção, de planejamento, de respeito ao meio ambiente. É isso que eu quero fazer”, declarou.
