Candidatos ao governo de Minas usam 7 de Setembro para fazer campanha
Cleitinho e Flávio Roscoe participaram de ato bolsonarista na Praça da Liberdade. Túlio Lopes e Indira Xavier estiveram no Grito dos Excluídos
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Os candidatos ao governo de Minas Gerais aproveitaram as manifestações do 7 de Setembro, nesta segunda-feira (7/9), para levar suas pautas às ruas de Belo Horizonte e marcar posição no cenário eleitoral. Enquanto nomes da direita participaram do ato bolsonarista na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul da capital mineira, candidatos da esquerda estiveram no Grito dos Excluídos, que percorreu o Centro da cidade.
A manifestação convocada pela União dos Movimentos de Direita (UMD), que reúne 12 associações políticas de Minas Gerais, tinha como tema "Fora Lula", mas também incorporou críticas ao ministro Alexandre de Moraes e ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a crise institucional que se intensificou ao longo da última semana. O ato reuniu candidatos, deputados e lideranças bolsonaristas.
Entre os candidatos ao governo, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Flávio Roscoe (PL) participaram da manifestação na Praça da Liberdade. Os dois integram o campo da direita e disputam, em parte, o mesmo eleitorado. Roscoe falou durante o ato antes de Cleitinho, que lidera as pesquisas de intenção de voto e aproveitou a manifestação para reforçar o discurso contra Moraes.
No ato, puxou um coro de "Fora Moraes" e defendeu que o ministro seja retirado do STF e preso. O senador também afirmou que a eleição para o Senado será central para o enfrentamento ao ministro e voltou a defender a libertação dos presos pelos atos de 8 de janeiro e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.
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Roscoe também direcionou críticas ao STF. Segundo o candidato, a situação envolvendo Moraes e a Corte "se deteriorou muito" ao longo da semana. Ele afirmou que o ato não deveria ser restrito à direita e defendeu que a lei prevaleça independentemente de quem esteja envolvido. "Não tem a ver com partido, mas com corrupção", opinou.
O candidato do PL também afirmou que ministros do STF não estão acima da lei e que Moraes deveria ter renunciado ou sido afastado pelos próprios pares para preservar a instituição.
Esquerda no Grito dos Excluídos
Do outro lado, o Grito dos Excluídos reuniu movimentos sociais, lideranças e candidatos de esquerda. A 32ª edição do ato começou na Praça da Rodoviária, passou pela Praça Sete e terminou na Praça da Estação, sob o Viaduto Santa Tereza. Entre as principais pautas estiveram a manutenção e ampliação de direitos sociais, soberania nacional, combate à violência contra as mulheres, direito à moradia e à terra e defesa da democracia.
Candidato do PCB ao governo de Minas, Túlio Lopes associou a manifestação ao significado histórico do 7 de Setembro e defendeu que a independência política seja acompanhada de emancipação social. "Apesar da riqueza socialmente produzida em nosso país, ainda tem a permanência da desigualdade social. Então nós gritamos por mais igualdade, por soberania popular, por nossos direitos", destacou ao Estado de Minas.
A moradia foi uma das principais bandeiras apresentadas por Lopes. O candidato defendeu a reativação da Companhia de Habitação de Minas Gerais e a construção de moradias populares em parceria com as prefeituras. Também propôs políticas de acolhimento, atenção à saúde mental e reinserção social para a população em situação de rua.
A candidata do UP, Indira Xavier, também centrou sua participação na questão habitacional. Para ela, a garantia de moradia está diretamente relacionada à autonomia das mulheres e ao enfrentamento da violência doméstica. "Defender a pauta da moradia é defender a vida das mulheres", disse ao EM. Indira também defendeu o cumprimento da função social da propriedade e medidas de reforma urbana e agrária para ampliar o acesso à terra e à moradia. Rafael Duda, candidato do PSTU ao governo de Minas, também esteve presente no ato.
Simões e Gabriel de fora dos atos
O candidato à reeleição Mateus Simões (PSD) acompanhou, pela manhã, o desfile militar em comemoração aos 204 anos da Independência do Brasil, na Avenida Afonso Pena, no Centro de Belo Horizonte. Após a solenidade, comentou as manifestações no estado e criticou a atuação do STF. "O STF perdeu completamente a sua posição na sociedade. Nós estamos precisando voltar a ter um Judiciário que cuide da justiça e não de política", declarou. O governador também afirmou que há um "escândalo de corrupção" que, segundo ele, parece atingir diferentes esferas de poder e campos ideológicos.
Gabriel Azevedo (MDB) cumpriu agenda em Cataguases, na Zona da Mata, cidade que também comemorou 149 anos nesta segunda-feira (7/9). No município, o candidato defendeu o “patriotismo cívico”, associado à valorização da história, da educação e do patrimônio. O ex-vereador também defendeu que o feriado deve representar uma ideia de pertencimento nacional que ultrapasse as divisões político-partidárias.
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Agenda de Patrus é cancelada
Patrus Ananias, candidato ao governo de Minas pelo PT, estava previsto para participar do Grito dos Excluídos. No entanto, a agenda do petista foi cancelada antes do ato em d, Márcio José Patrus Ananias, no domingo (6/9).