Kalil atribui homicídios em Valadares a ‘desmonte’ da Polícia Civil
Kalil também voltou a criticar a política salarial adotada pelo ex-governador Romeu Zema (Novo) em relação às forças de segurança
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O candidato ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT), atribuiu a alta taxa de homicídios registrada em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, ao que classificou como um “desmonte” da Polícia Civil. A declaração foi dada durante visita ao município, que tem mais de 266 mil habitantes, nesta quarta-feira (2/9).
Dados do Atlas da Violência 2026, divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostram que Governador Valadares registra uma taxa estimada de 45,8 homicídios por 100 mil habitantes. O índice coloca o município à frente de Ribeirão das Neves, com 42,3, e Teófilo Otoni, com 35,8 homicídios por 100 mil habitantes.
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“Quem investiga o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho é a Polícia Civil, que aciona a Polícia Militar para combater”, afirmou Kalil. Para o candidato, não é possível pensar em uma política de segurança pública eficaz sem investimentos e valorização das corporações.
“A polícia mais mal paga do Brasil é nossa. Nós temos um déficit na polícia investigativa, que é importantíssima, de mais de 7 mil homens”, declarou, em entrevista à InterTV.
Kalil também voltou a criticar a política salarial adotada pelo ex-governador Romeu Zema (Novo) em relação às forças de segurança. O candidato citou o veto a um Projeto de Lei (PL) de recomposição salarial encaminhado pelo próprio Executivo à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
“O que você acha que isso causou na polícia? O impacto disso? Quem combate o crime é a polícia, mas ficamos sem um treinamento dos militares em 2025. Quem me contou foi o coronel. Falta gasolina para as viaturas rodarem”, afirmou.
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Para Kalil, uma mudança na sensação de segurança da população passa pela renegociação da dívida de Minas Gerais, que ultrapassa R$ 200 bilhões. Segundo o candidato, a medida permitiria direcionar mais recursos às polícias Civil e Militar, com o objetivo de recuperar a capacidade de prevenção, investigação e enfrentamento à violência no estado.