Zema agradece a Dilma em tom irônico: ‘Se estou aqui, é por causa dela’
Candidato do Novo à Presidência atribui entrada na política à insatisfação com o governo da petista e à recessão de 2015 e 2016
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O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, agradeceu à ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em tom irônico, por sua entrada na política. Em publicação nas redes sociais feita nessa segunda-feira (31/8), o ex-governador de Minas Gerais disse: “Se hoje eu estou aqui, é por causa dela”.
A declaração ocorre no momento em que se completam dez anos do impeachment de Dilma. “10 anos do impeachment da Dilma. A responsável pela grande recessão econômica que me fez enfrentar a pior fase da minha vida", escreveu na publicação que acompanha o vídeo.
No post, Zema relaciona sua decisão de entrar na política à insatisfação com a situação do país durante o governo da petista e aos impactos da recessão econômica sobre sua trajetória como empresário. Na sequência, destaca que o descontentamento com a burocracia estatal já fazia parte de suas críticas como empreendedor.
Se hoje eu estou aqui, é por causa dela.
— Romeu Zema (@RomeuZema) August 31, 2026
10 anos do impeachment da Dilma. A responsável pela grande recessão econômica que me fez enfrentar a pior fase da minha vida. pic.twitter.com/gZPdTG98hu
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“A minha entrada na política tem muita a ver com inconformismo e indignação. Como empreendedor, eu ficava impressionado com a burocracia do Estado, como ele complica a vida de quem quer trabalhar, produzir. Se você estiver complicando a vida de bandido, tudo bem, né? Mas aqui no Brasil parece que tão complicando a vida de quem quer trabalhar e produzir.”
“Eu sempre fui muito questionador disso, mas sempre foquei no privado. [...] mas quando chegou 2015, 2016, o copo entornou, porque naqueles dois anos, diferente de toda a minha trajetória, eu tive de reduzir o quadro da empresa em mais de 2.500 funcionários. Então, aquilo foi muito doloroso, foi muito doído",completou.
Impeachment
Dilma Rousseff sofreu impeachment em agosto de 2016, após o processo conduzido pelo Congresso Nacional. A acusação que fundamentou o processo estava relacionada às chamadas “pedaladas fiscais”.
O ex-governador, que foi eleito para o cargo em 2018 e reeleito em 2022, utiliza com frequência a situação econômica do período como uma das justificativas para sua entrada na política.
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Zema foi lançado pelo Novo como candidato à Presidência da República para as eleições deste ano, sendo sua primeira disputa pelo Palácio do Planalto.