Lula janta com Joesley Batista, André Esteves e outros 14 empresários
Empresários cobraram compromisso do governo com as contas públicas em meio à disputa por apoio do setor privado
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A um mês das eleições de outubro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu para um jantar com 16 grandes empresários e banqueiros nessa segunda-feira (31/8), no Palácio da Alvorada, em Brasília. O encontro, que durou cerca de três horas, serviu para debater o cenário econômico e, principalmente, para que os executivos cobrassem do governo um compromisso mais firme com o equilíbrio das contas públicas.
A iniciativa ocorre em um momento de acirrada disputa política pelo apoio do setor produtivo, semanas após o senador Flávio Bolsonaro também ter se encontrado com executivos em São Paulo. Entre os presentes no jantar com Lula estavam nomes como Joesley Batista (J&F), André Esteves (BTG Pactual) e Rubens Ometto (Cosan).
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Qual o objetivo do encontro?
O principal objetivo do governo foi acalmar o mercado e melhorar a relação com o setor privado em um contexto pré-eleitoral. Em vez de uma articulação para pressionar o Congresso, como se especulou, o encontro funcionou como um canal para que os empresários manifestassem suas preocupações com os juros altos, a política fiscal e as relações comerciais com os Estados Unidos. Durante a conversa, Lula teria atribuído os juros elevados à autonomia do Banco Central.
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Quais pautas fiscais estão em debate?
Embora o jantar tenha tido um caráter mais amplo de discussão econômica, o pano de fundo são as pautas fiscais que tramitam com dificuldade no Congresso Nacional. O governo busca maneiras de aumentar a arrecadação para cumprir as metas fiscais. Os principais pontos em negociação no Legislativo incluem:
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Projetos que estabelecem fontes de compensação para a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e de municípios.
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Medidas que propõem a revisão e o corte de benefícios fiscais concedidos a diversas áreas.
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Debates sobre novas regras para controlar a evolução dos gastos públicos, alinhando as despesas ao crescimento da receita.
Qual o impacto da aproximação?
Diferentemente da premissa de que o Executivo estaria usando os empresários para pressionar o Legislativo, a dinâmica observada foi a oposta. O setor privado aproveitou o canal direto com o presidente para cobrar ações e previsibilidade na economia. O movimento sinaliza uma tentativa do governo de buscar legitimidade e construir pontes com um setor crítico em ano eleitoral, mostrando-se aberto ao diálogo para garantir estabilidade econômica. Segundo relatos, um novo encontro, com cerca de 200 executivos, pode ocorrer ainda em setembro, em São Paulo, dando continuidade à estratégia.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.