O empresário e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, de 61 anos, é candidato à Presidência da República pelo Partido Novo para as eleições de 2026. Sua campanha se baseia em uma agenda liberal de rigor fiscal e privatizações, apresentada no plano de governo "O Brasil sem intocáveis".

A principal diretriz da plataforma, que tem o senador Eduardo Girão (Novo-CE) como vice, é "gastar menos para cobrar menos". O plano defende o corte estrutural de despesas públicas como condição para uma futura redução de impostos, argumentando que o tamanho do Estado prejudica a iniciativa privada e as famílias.

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Privatizações e setor privado

A plataforma de Zema propõe o afastamento do Estado da atividade econômica direta, com a venda de empresas públicas e a expansão de parcerias privadas. As medidas incluem:

  • Privatização total de estatais: venda de empresas públicas e estatais federais para zerar prejuízos, eliminar interferências políticas e redirecionar recursos.

  • Ampliação de concessões e PPPs: expansão de concessões em infraestrutura, como transportes e saneamento, e fomento a Parcerias Público-Privadas em saúde e educação.

  • Leilão de ativos ociosos: venda de imóveis e patrimônios públicos subutilizados para abater a dívida pública.

  • Desregulamentação de mercados: estímulo à livre concorrência para que a iniciativa privada assuma serviços com maior eficiência e menor custo.

Corte de gastos e funcionalismo

O enxugamento da máquina pública é um pilar central do plano. Zema defende uma ampla reforma administrativa para cortar privilégios e reestruturar a folha de pagamentos do setor público. A proposta prevê o fim de supersalários com o cumprimento rigoroso do teto constitucional.

Também está prevista a eliminação de vantagens como férias de 60 dias, licença-prêmio e adicionais por tempo de serviço para servidores atuais e futuros. Outras ações incluem o combate a fraudes em programas sociais, a revisão de subsídios fiscais e a extinção de órgãos públicos considerados ineficientes.

Gestão do país e reformas

Para a administração federal, o candidato do Novo propõe um choque de gestão focado em governança. As propostas para a gestão pública incluem uma reforma do Judiciário que estabelece idade mínima de 60 anos para indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), com limitação de tempo de permanência e o fim de decisões monocráticas.

O plano também sugere a redução do número de ministérios para cerca de 20 estruturas e um corte drástico em cargos comissionados. Uma reforma da previdência buscaria alinhar as regras de estados, municípios e União com base na evolução da expectativa de vida da população.

Economia e corte de impostos

Na economia, a plataforma visa a simplificação tributária com foco na diminuição do "Custo Brasil". O plano prevê metas obrigatórias para a redução de impostos sobre consumo, produção e investimentos, vinculando cada corte tributário à redução efetiva de despesas públicas.

O programa de Zema também contempla medidas de combate à corrupção, como o fim do sigilo de cem anos sobre atos públicos. Na segurança, defende o fortalecimento policial e a tolerância zero com o crime organizado.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria

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