O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) prometeu um “banho de sangue” contra membros de facções, com “forças federais, guardas municipais e as polícias estaduais atirando em vagabundo como se não houvesse amanhã”, no primeiro dia de mandato, caso seja eleito.

A afirmação foi feita no debate da TV Bandeirantes, realizado nesse domingo (23/8), onde também chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “bêbado safado” e acusou a TV Record de “puxar o saco” do petista para se livrar de um suposto escândalo de corrupção.

Renan Santos defendeu que iria “passar a rapa” nos criminosos. Ele detalhou o plano em algumas regiões, afirmando que, no Rio de Janeiro, “as tropas vão subir as favelas e vão libertar as favelas que hoje estão na mão do Comando Vermelho”. No Ceará, “eu vou em Santa Quitéria tirar o Comando Vermelho e vou libertar a Fortaleza”. Já na Bahia, o plano é “passar por cima”.

“Se eles se entregarem, ficarão presos por 30, 40, 50, 60, 70 anos. Se quiserem lutar, vão encontrar algo que eles nunca viram na vida. Forças federais, guardas municipais e as polícias estaduais atirando em vagabundo como se não houvesse amanhã”, declarou.

O candidato ainda afirmou que a intenção é “retomar o território brasileiro” para investir em reformas econômicas que permitam que o brasileiro “compre um celular, não se endividar e depois andar na rua sem ninguém roubar ele”. Na visão dele, caso o plano seja concretizado no primeiro dia de mandato, “teremos um país indo para o caminho certo”.

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Antes da declaração, ele também disse achar que o também candidato Augusto Cury (Avante) o chamaria de agressivo novamente. Momentos antes, o psiquiatra candidato citou a postura do adversário e disse que “sua agressividade o assombra”.

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