Candidato ao governo de Minas Gerais, o deputado federal Patrus Ananias (PT) se exaltou durante participação na sabatina "UOL" e da "Folha de S. Paulo" nesta quinta-feira (20/8). Após mais de 30 minutos de entrevista, o petista foi questionado se não estava sendo excessivamente abstrato nas proposições.

"Não falta vir com alguma coisa mais concreta? Pelo menos é como normalmente outros candidatos de oposição vêm, com coisas mais concretas, principalmente na área de segurança pública", provocou a apresentadora Fabíola Cidral.

Patrus elevou o tom para responder. Ele citou os cargos de maior relevância que ocupou na carreira política: como prefeito de Belo Horizonte, "lembrado até hoje, e muitos me saúdam nas ruas como o melhor prefeito que Belo Horizonte já teve"; e como ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, "contribuímos muito para superar a fome no Brasil. Implantamos um programa nacional como o Bolsa Família e ajudamos a consolidar o Benefício de Prestação Continuada (BPC)".

'Visão autoritária'

Em seguida, afirmou que tem "competência administrativa democrática" e questionou a provocação da apresentadora: "Isso que as pessoas estão dizendo, e que você trouxe aqui para nosso debate e reflexão, é uma visão autoritária, isso caminha para a ditadura. 'Eu sei, eu faço'. Não!".

O candidato petista contrariou a ideia de imposição de propostas e reforçou que seu eventual governo seria centrado na participação popular e na mobilização para as tomadas de decisão.

"Ouvir as pessoas interessadas, ouvir as pessoas que trabalham na segurança pública, discutir, integrá-las em um projeto mais amplo. As políticas públicas se complementam. Conversar, discutir com as pessoas que trabalham na área da saúde, da educação, isso me parece fundamental. Isso não se contrapõe à eficácia administrativa", completou.

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Patrus apareceu de última hora para ser o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais. O preferido para a disputa era o senador Rodrigo Pacheco (PSB), mas ele recusou no final de maio. O PT, então, consultou diversos nomes, e acabou lançando Patrus como pré-candidato há exatamente um mês.

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