O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) continua a campanha em Belo Horizonte nesta terça-feira (18/8). Nesta manhã, ele esteve na inauguração de um comitê do deputado federal e candidato à reeleição Nikolas Ferreira (PL), na Região Oeste da capital, após lançar oficialmente a candidatura de Flávio Roscoe (PL) a governador de Minas Gerais na noite desta segunda-feira (17/8).

Após uma pequena caminhada – ao lado de Flávio Roscoe, o candidato ao Senado Domingos Sávio (PL) e outros candidatos do partido –, Flávio Bolsonaro começou seu discurso pedindo palmas para um totem de Jair Bolsonaro levado ao palanque, seguido de gritos de "mito".

"Começamos a campanha em Minas Gerais com o pé direito. É uma honra muito grande começar fazendo o que a gente mais gosta, que é estar na rua, no meio do povo, coisa que a nossa concorrência não pode fazer porque o Brasil está abandonado e o povo quer mudança. Quem vence em Minas vence no Brasil e nós temos o melhor time da nossa história", disse Flávio Bolsonaro em coletiva. 

A campanha do senador garantiu que Flávio Bolsonaro já vai ultrapassar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas de intenção de voto na próxima semana. "Se a pesquisa é deles (PT) e estamos empatados, é porque já estamos na frente", disse o candidato, pedindo que os presentes façam campanha junto aos conhecidos e na internet.

Sobre a formação de uma aliança já mirando um possível segundo turno, Flávio Bolsonaro falou que está sempre aberto à conversa. "Estimulei a candidatura de quase todos eles, mas, se alguns optam por me atacar, é uma estratégia deles. Nós estamos vendo nas pesquisas que eu tenho razão e eles não. Mas, quando todos conscientizarem qual é a sua função nesse jogo, todos vão remar para o mesmo lado", garantiu. 

Um dos temas mais falados no evento é que o próximo presidente da República vai indicar quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF). Sobre sua relação com os poderes Judiciário e Legislativo, Flávio disse que quer construir pontes e ter paz para governar. "(Caso eleito), vou indicar quatro homens e mulheres que sejam contra o aborto, contra as drogas, respeitem a Constituição e que não usem a  ‘caneta’ para promover perseguição política", afirmou o candidato. 

Sobre o parlamento, ele disse que quer ter uma relação institucional muito positiva com os senadores e deputados, e que vai fazer uma bancada superior à de hoje: "Vai ser muito mais à direita do que temos hoje e tenho certeza que com isso a gente vai conseguir aprovar muita coisa boa." Sobre o tema, Nikolas Ferreira foi mais enfático, dizendo que, com um Senado forte, será possível "impeachmar" o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Críticas disparadas

A fala mais dura de Flávio Bolsonaro foi quando citou o escândalo de descontos indevidos de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). "A corrupção chegou ao gabinete do Lula. [...] Esses caras tiveram a pachorra  de roubar o salário e a aposentadoria de vocês. Podem ter certeza, inclusive com meu vice, o deputado federal Alfredo Gaspar, que se notabilizou nacionalmente por proteger os aposentados na CPMI do INSS, que nós vamos proteger vocês. Ninguém vai tocar no contra-cheque de vocês e vamos responsabilizar essas pessoas", disse o candidato.

Na sequência, Flávio cita o possível envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, e de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, com investigados no escândalo do INSS, conforme revelou a Polícia Federal. "Ao que tudo indica é o filho do Lula, é o Marcola do Lula. Esse Marcolão vai ser exposto e responsabilizado por abrir as portas de vários ministérios para que a família do Lula fizesse negócios usando dinheiro público", acusou.

No campo da economia, Flávio disse que o superendividamento dos brasileiros é culpa do governo Lula: "Quem colocou o povo brasileiro nesta dívida foi o Lula, com sua irresponsabilidade. A consequência da gastança dele  foi  atrair as famílias brasileiras para a dívida também, pagando juros que não têm mais condição de pagar."

Ele citou ainda o fechamento massivo de lojas das Casas Bahia e a transferência de mais de 200 indústrias brasileiras para o Paraguai como efeitos da burocracia, altos impostos e corrupção do governo federal.

No entanto, quanto às propostas para recuperar a economia brasileira, o candidato foi vago ao falar que vai reduzir impostos, a taxa de juros, que vai gerar empregos e devolver o poder de compra para o povo brasileiro, mas sem explicar quais mecanismos serão usados para isso.

Sobre a mineração, um assunto tão caro a Minas Gerais, Flávio foi questionado se é possível conciliar o desenvolvimento com a questão ambiental, e ele afirmou que pretende "enxugar a burocracia" que existe no licenciamento ambiental e que é possível extrair o minério preservando o meio ambiente.

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Ele citou Flávio Roscoe ao falar da mineração de terras raras, que, à frente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), inaugurou o Centro de Inovação e Tecnologia para Ímãs de Terras Raras, em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

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