O candidato do PT ao governo de Minas Gerais, Patrus Ananias, iniciou neste domingo (16)/8 a campanha eleitoral ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A convite do presidente, Patrus participou do primeiro ato da campanha pela reeleição e apresentou Minas Gerais como peça central da disputa nacional.
Na sexta-feira (21), Lula estará em Belo Horizonte para participar de um evento público ao lado do candidato. “Vamos ganhar em Minas, porque ganhar em Minas é ganhar o Brasil. Minas Gerais é um estado semelhante à nossa grande e querida pátria brasileira”, afirmou.
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Ato em Belo Horizonte
Patrus e Lula aproveitaram o encontro em São Bernardo para acertar detalhes da agenda de sexta-feira em Belo Horizonte. O evento marcará o lançamento oficial da campanha de Patrus na capital mineira. Além do candidato ao governo, devem participar da atividade o candidato a vice-governador, Jarbas Soares (PSB), e as candidatas ao Senado Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (Psol).
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Peso de Minas
A estratégia petista considera o peso eleitoral de Minas Gerais na disputa presidencial. O estado tem pouco mais de 16,3 milhões de eleitores, o equivalente a 10,32% do eleitorado brasileiro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. É o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás de São Paulo.
Além do tamanho do eleitorado, Minas é historicamente tratado como um termômetro das eleições presidenciais. Desde 1945, o candidato mais votado no estado venceu a eleição para presidente em 12 das 13 disputas democráticas realizadas no período. A exceção ocorreu em 1950, quando Getúlio Vargas venceu a eleição nacional, mas não foi o mais votado pelos mineiros.
Nas eleições mais recentes, a correspondência entre o resultado em Minas e o desempenho nacional também foi observada. Em 2014, 2018 e 2022, os percentuais obtidos no estado pelos candidatos vencedores ficaram próximos dos registrados no país.
Embora Minas tenha sido decisiva para as vitórias presidenciais de Lula em 2002, 2006 e 2022, além das eleições de Dilma Rousseff em 2010 e 2014, o desempenho do PT nas disputas estaduais não acompanhou esse resultado.
O único petista eleito para o Palácio Tiradentes foi Fernando Pimentel, em 2014. Ao fim do mandato, marcado por atrasos nos pagamentos de servidores estaduais e nos repasses aos municípios, não chegou ao segundo turno em sua tentativa de reeleição, em 2018, ano em que Romeu Zema (Novo) foi eleito.
Nas eleições presidenciais, entretanto, Minas manteve sua tradição de acompanhar o resultado nacional. Em 2002, Lula recebeu 66,45% dos votos no estado, ante 61,27% no país. Em 2006, obteve 65,19% em Minas e 60,83% nacionalmente. Dilma Rousseff venceu em 2010 com 58,45% dos votos mineiros e 56,05% dos brasileiros. Em 2014, derrotou o então senador Aécio Neves (PSDB) com 52,41% em Minas e 51,64% no Brasil.
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Em 2018, Jair Bolsonaro (então no PSL) venceu com 58,19% dos votos em Minas e 55,1% nacionalmente. Já em 2022, Lula voltou a vencer tanto no país quanto entre os eleitores mineiros, com 50,9% dos votos válidos no Brasil e 50,2% em Minas, a menor diferença da série histórica.
