O plano de governo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) não cita o fim da escala 6x1 entre as propostas feitas ao mercado de trabalho. Divulgada nessa quinta-feira (13/8), a campanha do "filho 01" do ex-presidente defende jornada flexível negociada entre trabalhador e empregador.
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A proposta do senador é contrária ao que defende o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Defensor do fim do regime 6x1, Lula quer aprovar lei definindo a jornada de 40 horas semanais, com dois dias de repouso a cada cinco trabalhados, sem redução salarial ou perca de direitos trabalhistas.
Segundo o documento "Para o Brasil vencer o atraso", apresentado por Flávio Bolsonaro, a flexibilização do trabalho é pensada para mães, jovens e pessoas com maior dificuldade de entrar no mercado de trabalho. A negociação entre os trabalhadores e empresas ajudaria o público citado, de forma que tais pessoas teriam liberdade para a escolha do horário de trabalho, de acordo com o plano.
"Quando as duas partes negociam pensando em ganhos mútuos, cresce a qualidade do emprego, crescem as empresas e crescem as oportunidades", aponta o documento.
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Além da possível liberdade para a decisão do trabalho, o programa de Flávio Bolsonaro defende contratos de trabalho para jovens de 18 a 24 anos em busca de experiência, além de atrativos para a contratação de pessoas com 50 anos ou mais que estão desempregadas há pelo menos 12 meses. O plano ainda prevê a criação de um banco nacional de vagas conectado ao RH das empresas, para busca de empregos.
