A campanha de Flávio Bolsonaro não conseguiu registrar a candidatura do senador à Presidência da República nos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) porque ele aparece como filiado ao partido Missão e não ao PL. Integrantes da campanha afirmam que se trata de uma suposta fraude na filiação partidária – situação que impede por enquanto a formalização do registro.

Segundo informações do UOL, membros da campanha afirmaram que a filiação ao Missão teria ocorrido às 23h17 dessa quarta-feira (12/8). A equipe de Flávio suspeita de uma possível invasão aos sistemas envolvidos no processo, mas até o momento não há confirmação pública de ataque hacker ou de fraude por parte do TSE. 

Com o ocorrido, o senador aparece na Justiça Eleitoral como filiado ao Missão, partido do também candidato à Presidência Renan Santos. A legenda oficializou a candidatura de Renan no início deste mês.

Até agora, cinco candidatos à Presidência já tiveram os pedidos de registro inseridos no sistema da Justiça Eleitoral: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Samara Martins (UP) e Hertz Dias (PSTU). Os pedidos ainda passam pela análise da Justiça Eleitoral.

O prazo para o registro das candidaturas no TSE termina neste sábado (15/8), às 19h. Partidos políticos, federações e coligações devem apresentar à Justiça Eleitoral, até a data-limite, os nomes escolhidos para disputar as eleições de 2026.

O registro de candidaturas marca uma das principais etapas do processo eleitoral. É por meio do pedido que partidos, federações e coligações apresentam oficialmente à Justiça Eleitoral os nomes que pretendem lançar na disputa.

As solicitações devem ser feitas por meio do Sistema de Candidaturas (CANDex). Para as eleições deste ano, a ferramenta foi atualizada e passou a funcionar integralmente pela internet, além de contar com integração a outros sistemas da Justiça Eleitoral. No caso dos candidatos a presidente e vice-presidente da República, cabe ao TSE analisar e julgar os pedidos de registro.

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A reportagem entrou em contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.

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