Após busca contra fonte, Flávio Bolsonaro volta a criticar Moraes
Presidenciável afirmou que a medida é 'cheque em branco', ultrapassa o caso concreto e pode criar um precedente para atingir o sigilo de fontes jornalísticas
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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a criticar nesta quarta-feira (12/8) o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário de Segurança do Maranhão Raimundo Cutrim.
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Em publicação nas redes sociais, o presidenciável afirmou que a medida ultrapassa o caso concreto e pode criar um precedente para atingir o sigilo de fontes jornalísticas. Segundo Flávio, Moraes não teria apenas autorizado a quebra do sigilo de um jornalista, mas permitido a quebra do sigilo de fontes de jornalistas em geral. “Decisão judicial não morre no caso concreto. Vira precedente”, escreveu.
O senador também classificou a decisão como um “cheque em branco para matar o jornalismo e a liberdade de imprensa no Brasil”. A manifestação foi compartilhada após comentários de outros jornalistas sobre os possíveis impactos da decisão para o sigilo das fontes.
A maioria das pessoas parecem não ter entendido o tamanho disso.
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) August 12, 2026
Alexandre de Moraes não quebrou o sigilo de um jornalista, ele autorizou a quebra do sigilo de todos vocês. Decisão judicial não morre no caso concreto. Vira precedente.
Isso é um cheque em branco para matar o… https://t.co/vYUFb40TlE
Busca e apreensão
Raimundo Cutrim foi alvo de mandados de busca e apreensão nessa terça-feira (11/8), por determinação de Moraes. A investigação tramita sob sigilo e foi confirmada pelo advogado do ex-secretário e pelo STF. De acordo com a assessoria da Corte, as medidas foram solicitadas pela Polícia Federal e tiveram aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O caso envolve ainda o jornalista Luís Pablo Almeida, que já havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal em março de 2026, também por ordem de Moraes. Na ocasião, a investigação ocorreu após a publicação de reportagens sobre o uso de veículos oficiais no Maranhão.
Picanha do Lula
A PGR deu parecer favorável à atuação da Polícia Federal nas apurações. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, computadores e telefones celulares. Moraes também autorizou o recolhimento dos dispositivos.
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Antes das declarações sobre a decisão do STF, Flávio Bolsonaro ofereceu carne de churrasco e refrigerante aos jornalistas que acompanhavam a coletiva. O senador também fez referência à promessa de picanha feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Já que ele não trouxe picanha, eu trouxe”, brincou.