Zema defende Lava Jato, cita Banco Master e inquéritos sobre Lulinha
Em ato diante da sede da PF em Curitiba, candidato do Novo critica impunidade e relaciona casos recentes ao debate sobre combate à corrupção
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Romeu Zema (Novo), candidato à Presidência da República, iniciou a agenda desta semana em frente à sede da Polícia Federal, em Curitiba (PR), ao lado de apoiadores e integrantes de movimentos ligados à Lava Jato. Durante o encontro, nesta segunda-feira (31/8), o ex-governador de Minas Gerais criticou a impunidade no Brasil, principalmente em casos de corrupção, e defendeu punições mais rigorosas para quem desvia dinheiro público.
O candidato afirmou que o país precisa fortalecer o combate à corrupção e acabar com "a sensação de que pessoas poderosas não são devidamente responsabilizadas pelos crimes que cometem".
Ao defender a operação iniciada em Curitiba, Zema classificou a Lava Jato como um marco no enfrentamento a desvios de recursos públicos. "Estou aqui para reforçar e relembrar que a Lava Jato foi a maior investigação, maior luta, do Brasil contra a corrupção", afirmou.
Na sequência, Zema citou casos recentes que envolvem investigações sobre o Banco Master, descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e suspeitas relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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"E, infelizmente, foi desmontada [a Lava Jato] pelos intocáveis de Brasília, mas, se Deus quiser, nós vamos continuar com essa luta contra a corrupção. Nós estamos hoje assistindo estarrecidos tudo isso que está acontecendo aí: Banco Master, desconto indevido dos 'velhinhos', agora um esquema envolvendo uma lobista, o filho do presidente. E será que vamos continuar da mesma forma que antes, fica tudo por isso mesmo? Pessoas que devolveram recursos que foram roubados, soltas sem condenação, será esse o país que o brasileiro deseja?", questionou.
Lava Jato
A PF e o Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba iniciaram a "Operação Lava Jato" em 2014 para investigar esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro que envolveram a Petrobras, empreiteiras, empresários e políticos.
Lula foi preso em 2018 em um dos desdobramentos da operação. Posteriormente, as condenações contra o petista foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após decisões que apontaram problemas na competência da Justiça Federal do Paraná para julgar os processos.
O atual senador Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná, era o juiz responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba, enquanto Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná, atuava como procurador do MPF em Curitiba.
Lulinha e Banco Master
Ao mencionar episódios recentes, Zema fez referência a casos que atingem o entorno político de dois dos principais adversários na disputa pela Presidência: Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Três inquéritos sob responsabilidade dos ministros do STF André Mendonça e Flávio Dino foram abertos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. As apurações partiram de elementos encontrados em buscas e quebras de sigilo realizadas no âmbito da "Operação Sem Desconto", que investiga suspeitas de desvios em aposentadorias e pensões do INSS.
As investigações também apuram relações envolvendo Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado como um dos personagens centrais do caso.
Já a menção ao Banco Master ocorre em meio às investigações envolvendo Daniel Vorcaro, ex-acionista controlador e ex-diretor executivo da instituição. O caso culminou na liquidação extrajudicial do banco, em novembro de 2025, e na prisão do empresário, dentro das apurações sobre suspeitas de fraudes financeiras.
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Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro (PL) e também candidato à Presidência, negociou com Vorcaro um investimento milionário no filme "Dark horse", produção sobre a trajetória de seu pai.