No Rio, Lula diz que quarto mandato é necessário para 'acabar uma obra'
Em agenda de campanha em Bangu, presidente defendeu Eduardo Paes, Pedro Paulo e Benedita da Silva e apresentou educação, segurança e inteligência artificial como prioridades
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (22/8), durante agenda de campanha no Rio de Janeiro, que pretende chegar a um quarto mandato à frente da Presidência da República para dar continuidade a projetos que considera inacabados. Em discurso no estádio de Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense, Lula também pediu votos para aliados que disputam cargos no Estado e associou a recuperação do Rio à eleição de sua chapa.
Ao defender a própria candidatura, Lula afirmou que não é candidato apenas por vontade pessoal. “O meu candidato são vocês. O meu candidato é o povo brasileiro”, declarou. Em seguida, associou sua trajetória política à história pessoal e afirmou que sua chegada à Presidência ocorreu por meio do apoio popular. “Uma vez, duas vezes, três vezes e, por conta de vocês, eu vou chegar a quarta vez na Presidência”, disse.
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O presidente também afirmou que pretende usar um eventual novo mandato para ampliar políticas de inclusão social. Segundo ele, a prioridade seria reduzir a “invisibilidade” de parcelas da população e ampliar o acesso à educação.
Entre as propostas apresentadas, Lula citou a expansão das escolas públicas de tempo integral, a criação de novos Institutos Federais e o fortalecimento das universidades. Também defendeu a ampliação do número de brasileiros com formação universitária e profissional. “Além de escola em tempo integral, nós vamos continuar fazendo instituto federal porque nós queremos fazer uma revolução da educação”, afirmou, ao falar sobre a meta de ampliar o número de trabalhadores com diploma.
Apoio a Eduardo Paes
Durante o discurso, Lula fez uma defesa enfática do candidato Eduardo Paes e afirmou que o ex-prefeito é uma “necessidade” para o Rio de Janeiro. O presidente relembrou a aproximação entre os dois, iniciada em 2008, e disse que naquele momento chegou a ter resistência em apoiá-lo.
Segundo Lula, a relação política se transformou em amizade. “Hoje, eu posso dizer para vocês que o Eduardo Paes não é apenas meu amigo, ele é uma necessidade para o povo do Rio de Janeiro”, afirmou. O presidente elogiou a personalidade e a capacidade de gestão de Paes e disse esperar que ele seja “melhor” do que seus antecessores. Lula também pediu aos eleitores que deixem de lado divergências partidárias na escolha do próximo governador. “Só tem o número para governador 55”, declarou.
Lula ainda pediu apoio às candidaturas de Pedro Paulo e Benedita da Silva ao Senado. O presidente afirmou que sua decisão não deveria ser baseada em relações pessoais, mas no que considera melhor para o Rio de Janeiro. “O que está em jogo é a gente escolher o que será melhor para o Rio de Janeiro”, disse.
A segurança pública também ocupou parte significativa do discurso. Lula defendeu a aprovação de uma proposta de emenda constitucional sobre o tema e afirmou que, caso avance no Senado, pretende criar um Ministério da Segurança Pública. O presidente também prometeu ampliar a atuação federal no combate ao crime organizado, com reforço da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.
“Vamos tirar o bandido do território de vocês e vamos devolver o território ao povo do Rio de Janeiro”, afirmou. Lula também elogiou o governador interino Ricardo Couto e disse que ele estaria promovendo uma “limpeza” no Estado que deverá ser continuada pelo próximo governador.
Saúde e educação como eixos da campanha
Na reta final do discurso, Lula apresentou a educação e a saúde como áreas centrais de seu projeto. Ele citou a ampliação do ensino integral, dos Institutos Federais e das universidades e defendeu políticas de permanência estudantil, como o programa Pé-de-Meia.
Na saúde, afirmou que pretende transformar os seis hospitais federais do Rio de Janeiro em unidades de referência. Lula também usou seu próprio tratamento contra um câncer de pele para defender a ampliação do acesso à radioterapia. “Não é luxo. É respeito ao povo pobre que não pode morrer por falta de especialista”, afirmou.
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Ao encerrar, Lula voltou a orientar os eleitores sobre os votos para deputado federal, deputado estadual, Senado e Presidência. O presidente pediu que os apoiadores escolhessem candidatos de seu grupo político e reforçou a necessidade de ampliar a presença de mulheres no Legislativo.
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A agenda no Rio serviu, assim, para combinar a defesa da candidatura de Lula a um quarto mandato com o pedido de votos para aliados no Estado e a apresentação de uma plataforma baseada em educação, segurança, saúde, tecnologia, energia e defesa.