Eleições 2026

Indefinição do líder nas pesquisas marcou pré-campanha

A indecisão do senador Cleitinho Azevedo, se seria ou não candidato ao governo, deixou em suspenso o andamento das negociações sobre alianças e candidaturas

Publicidade
Carregando...

Nas eleições de 2026, nenhuma movimentação teve tantas reviravoltas quanto a indefinição de Cleitinho Azevedo. Líder nas pesquisas durante meses, o senador manteve dúvidas sobre sua entrada na disputa pelo governo de Minas e deixou em espera partidos que viam nele o nome capaz de unificar o campo conservador no estado. Depois de sucessivos adiamentos, desistências, recuos e novas tentativas de viabilizar a candidatura, o Republicanos acabou confirmando o parlamentar na corrida ao Palácio Tiradentes.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover


Dias após faltar à convenção partidária, no final de julho, Cleitinho anunciou que disputaria o governo, contrariando a direção nacional do partido, que, no mesmo dia, havia divulgado uma nota indicando que ele não seria candidato. Poucos dias depois, em razão da morte do irmão, Matheus Azevedo, vítima de complicações de um câncer, comunicou que desistiria da corrida. Menos de 24 horas depois, voltou atrás e fez um apelo público para que o Republicanos reconsiderasse a decisão e autorizasse sua candidatura.


O pedido, porém, inicialmente foi rejeitado pela direção nacional da legenda. Nos dias seguintes, reuniões e novas tentativas de reverter o cenário movimentaram os bastidores, enquanto o partido mantinha a decisão de não lançar Cleitinho ao governo de Minas.


As mudanças de posição desgastaram a relação do senador com a direção nacional do Republicanos. Mesmo após conceder sucessivos prazos para uma definição, a legenda avaliou que a instabilidade dificultava a organização da campanha e chegou a tratar a candidatura como encerrada às vésperas do fim das convenções partidárias.


O cenário, no entanto, voltou a mudar. Após considerar a situação de Cleitinho uma “página virada”, a direção nacional do Republicanos reabriu as conversas em uma nova reunião realizada na sexta-feira e decidiu confirmar o senador como candidato ao governo de Minas.


Ruptura

Enquanto o Republicanos encerrava a novela envolvendo Cleitinho, o grupo do governador Mateus Simões (PSD) enfrentava sua própria crise política. O ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP), até então cotado para disputar o Senado na chapa governista, rompeu com Simões e anunciou a intenção de concorrer ao Palácio Tiradentes. O principal motivo foi a composição da chapa: Aro não aceitava disputar o Senado ao lado de Carlos Viana (PSD) – que havia migrado para a legenda durante a janela partidária – e passou a articular nos bastidores uma candidatura própria ao governo.


A estratégia previa reunir PL, Republicanos e a Federação União Progressista em torno de seu nome. As negociações, no entanto, fracassaram. Nas últimas horas do prazo para as convenções partidárias, a Federação União Progressista, liderada pelo prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, retornou à aliança com Mateus Simões. Como parte do acordo, o ex-deputado Danilo de Castro (União Brasil) foi anunciado como candidato a vice-governador.


A definição alterou também o espaço do Novo na chapa governista. Quando Simões deixou o partido e se filiou ao PSD para disputar a reeleição, lideranças da legenda afirmaram que caberia ao ex-governador Romeu Zema indicar o vice. A vereadora Fernanda Altoé e o ex-deputado Tiago Mitraud chegaram a ser cogitados, mas a vaga acabou ficando com Danilo de Castro.


Sem apoio partidário para sustentar uma candidatura ao governo e em meio à troca pública de críticas com Mateus Simões, Marcelo Aro desistiu da disputa pelo Palácio Tiradentes e voltou a concorrer ao Senado no mesmo campo político que havia deixado dias antes.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia


Apesar do encerramento das convenções partidárias, o cenário eleitoral em Minas Gerais ainda pode passar por ajustes até 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas, já que os partidos ainda podem rever posições e formalizar novos acordos dentro das regras eleitorais.

Tópicos relacionados:

brasil eleicoes politica

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay