Defesa de Jaques Wagner pede adiamento de depoimento à PF no caso Master
Advogado do senador afirma que não teve acesso aos autos da investigação e solicita remarcação da oitiva; parlamentar é investigado no caso Banco Master
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A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) pediu à Polícia Federal o adiamento do depoimento que estava previsto para esta sexta-feira (7/8) no inquérito que apura suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. Segundo o advogado Pablo Domingues, o pedido foi apresentado aos delegados responsáveis pela investigação sob a alegação de que a defesa ainda não teve acesso ao conteúdo dos autos, o que, segundo ele, inviabilizaria o exercício pleno do direito de defesa.
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Jaques Wagner foi intimado pela Polícia Federal em 21 de julho para prestar esclarecimentos sobre suspeitas de que teria recebido vantagens indevidas relacionadas ao caso. A defesa informou que a solicitação para remarcar a oitiva foi feita com antecedência e em prazo considerado adequado, aguardando agora uma manifestação dos investigadores sobre o pedido.
As investigações tramitam por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). No decorrer da apuração, Jaques foi alvo de mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares que restringem determinadas atividades econômicas. A PF investiga possíveis conexões entre pessoas ligadas ao parlamentar, empresas de seu entorno familiar e investigados vinculados ao extinto Banco Master.
O adiamento, caso seja confirmado, representará o segundo depoimento relacionado ao caso que deixa de ocorrer nesta semana. Na última segunda-feira (3), o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, também não compareceu à audiência marcada pela Polícia Federal. Segundo os investigadores, foi a terceira ausência consecutiva do empresário em oitivas previstas no inquérito.
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De acordo com a investigação, Augusto Lima mantém relação próxima com Jaques Wagner. Os investigadores apuram se o empresário teria concedido benefícios ao senador, entre eles um apartamento avaliado em aproximadamente R$ 2,4 milhões. A suspeita integra uma das linhas de apuração conduzidas pela Polícia Federal no âmbito do caso Master.