Relembre a trajetória de Daniel Silveira: da PM à cassação na Câmara
Ex-policial militar e youtuber, eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro em 2018; relembre os principais momentos e polêmicas que marcaram sua carreira política.
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A trajetória política do ex-policial militar e ex-deputado federal Daniel Silveira foi marcada por uma ascensão rápida, polêmicas intensas e um desfecho com a cassação de seu mandato e a perda de direitos políticos. Eleito em 2018 na onda conservadora, Silveira tornou-se uma figura central nos confrontos entre o Poder Legislativo e o Judiciário, especialmente o Supremo Tribunal Federal (STF), durante o governo de Jair Bolsonaro.
Quem é Daniel Silveira?
Daniel Silveira é um ex-policial militar do Rio de Janeiro que ganhou notoriedade como ativista político e youtuber alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Eleito deputado federal em 2018, sua carreira política foi curta, mas marcada por intensos confrontos com o Poder Judiciário e polêmicas que culminaram na perda de seu mandato.
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A ascensão na política
Sua projeção começou durante a campanha eleitoral de 2018, quando participou de um ato em que uma placa de rua em homenagem à vereadora Marielle Franco foi exibida quebrada. O episódio gerou grande repercussão e impulsionou sua candidatura. Com um discurso radical e focado em pautas de segurança e conservadorismo, Silveira foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro com 31.789 votos, tendo Petrópolis como uma de suas principais bases eleitorais.
Quais foram as principais polêmicas?
Ataques ao STF: em um vídeo publicado em suas redes sociais em 2021, Silveira fez ameaças e defendeu a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal, o que motivou a abertura de um inquérito.
Prisão em flagrante: em 16 de fevereiro de 2021, foi preso em flagrante por ordem do ministro Alexandre de Moraes, sob a acusação de crime inafiançável por coação no curso do processo e ameaças.
Condenação e indulto: em 20 de abril de 2022, o STF o condenou a oito anos e nove meses de prisão por estímulo a atos antidemocráticos e ataques a instituições. No dia seguinte, o então presidente Jair Bolsonaro concedeu-lhe um indulto presidencial para perdoar a pena, decreto que posteriormente foi anulado pelo próprio STF por desvio de finalidade.
Por que Daniel Silveira perdeu o mandato?
Mesmo com a tentativa de perdão da pena de prisão via decreto presidencial, o STF determinou a perda do mandato e a suspensão dos direitos políticos como efeitos da condenação. Na Câmara dos Deputados, o processo para a perda formal do cargo sofreu resistências, e Silveira permaneceu no exercício do mandato até o fim natural da legislatura, em 31 de janeiro de 2023. Em 2 de fevereiro de 2023, já sem foro privilegiado, ele foi preso novamente por determinação do STF devido ao descumprimento reiterado de medidas cautelares, como o uso da tornozeleira eletrônica e a proibição do uso de redes sociais. A sua inelegibilidade foi confirmada pela Justiça Eleitoral, o que indeferiu sua candidatura ao Senado em 2022.
Após a perda do mandato, Daniel Silveira foi submetido a diversas medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de utilizar redes sociais. Sua trajetória serve como um emblemático caso sobre os limites da imunidade parlamentar e as tensões entre os Poderes da República no período.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.