RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHARPRESS) - O senador Jaques Wagner (PT-BA) disse nesta sexta-feira (31/7) ter certeza de que vai provar sua inocência em meio às investigações que ligam seu nome ao Banco Master. 

Em entrevista à Rádio Baiana FM, Wagner afirmou que não poderia dar declarações sobre as suspeitas por orientação dos advogados. O petista declarou que tem recebido apoio do presidente Lula e que estará com ele na convenção do PT-BA, marcada para este sábado (31/7). 

"Vou só citar uma frase no texto do próprio André Mendonça [ministro do STF relator do caso] que diz: 'O inquérito serve até para afastar a culpa'. Eu tenho certeza que vou provar a minha inocência. O inquérito evidentemente demora um tempo. Eu agora estou focado na eleição", disse o senador. 

Documentos da Polícia Federal indicam que o senador e o empresário Augusto Ferreira Lima, executivo ligado ao Banco Master conversaram em ao menos 74 chamadas telefônicas ao longo de um ano e meio. 

Ocorridas entre 17 de novembro de 2023 e 25 de maio de 2025, elas somam cinco horas e trinta minutos de duração. 

Além das ligações, os documentos apontam que o senador recebeu presentes, usou jatinhos e até articulou um encontro "discreto" em seu gabinete entre executivos do Banco Master e o ministro da AGU (Advocacia-geral da União), Jorge Messias. 

Wagner mencionou outra investigação de que foi alvo em 2018, também em ano eleitoral, quando foi candidato ao Senado Federal pela primeira vez. 

"Em 2018 teve o mesmo episódio. Na época era sobre Fonte Nova. Abriram inquérito, fizeram aquele barulho, e depois eu nem fui indiciado, não teve nem processo e foi arquivado", disse. 

Wagner se refere à Operação Cartão Vermelho, deflagrada em fevereiro de 2018, que apurava o suposto pagamento de R$ 82 milhões das empreiteiras OAS e Odebrecht pelo superfaturamento do contrato de reconstrução e gestão do estádio.

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Posteriormente, a investigação foi anulada pela Justiça.

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