O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou nesta segunda-feira (20/7) o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) como pré-candidato ao governo de Minas Gerais. Ele será o responsável por liderar o palanque do presidente Lula (PT) no estado.

Ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro, Patrus nasceu em Bocaiúva, no Norte de Minas. Aos 20 anos, se mudou para a capital, onde se formou em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Ele relata que começou a militância política na infância, mas se engajou ainda mais na faculdade, se aproximando de movimentos que resistiam à Ditadura Militar e culminaram na fundação do Partido dos Trabalhadores em 1980.

Quadro histórico do PT de Minas, Patrus é filiado ao partido desde a fundação. Católico, é próximo da Teologia da Libertação, corrente cristã progressista centrada na preocupação social.

Ele integra uma família muito ligada à esquerda mineira. É sobrinho do ex-deputado estadual Agostinho Patrus, primo do ex-deputado estadual Agostinho Patrus Filho (PV), hoje conselheiro do TCE-MG, e pai do vereador de Belo Horizonte Pedro Patrus (PT).

Carreira política

Entrou na política como vereador de BH em 1989. Ao fim do mandato, em 1992, foi eleito prefeito da capital mineira. Segundo a Folha de S. Paulo, 59% da população apontou a gestão como ótima ou boa ao fim do mandato, com nota média de 6,9. Na época, não havia reeleição, então Patrus não pôde concorrer em 1996.

Dois anos depois, ele tentou ser governador de Minas pela primeira vez. Teve mais de 1 milhão de votos (16,13%), mas ficou na terceira colocação e não foi para o segundo turno, vencido por Itamar Franco sobre Eduardo Azeredo.

Em 2002, Patrus foi eleito deputado federal por Minas, instituindo recorde no histórico ao conquistar 520.046 votos. A marca foi batida por Nikolas Ferreira (PL-MG), que teve 1.492.047 votos em 2022.

Patrus foi convidado por Lula para assumir o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) em 2004. Estava à frente da pasta durante a implementação do Bolsa Família.

Em 2010, deixou o ministério e voltou a disputar pelo Executivo estadual, dessa vez como vice de Hélio Costa. Eles tiveram quase 3,5 milhões de votos (34,18%), mas foram derrotados por Antonio Anastasia (PSDB), eleito no primeiro turno com 62,72%.

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Quatro anos depois, Patrus voltou a ser eleito deputado federal, cargo que ocupa até hoje, tendo sido reeleito duas vezes desde então. Licenciou-se entre 2015 e 2016, quando foi ministro do Desenvolvimento Agrário no governo Dilma Rousseff (PT).

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