ELEIÇÕES 2026

Influenciadora de extrema direita defende fim do voto feminino

Ex-comentarista da Jovem Pan, Pietra Bertolazzi, também critica aborto e absorventes gratuitos; fala ecoa discurso de blogueiro bolsonarista

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A influenciadora de extrema direita Pietra Bertolazzi, ex-comentarista da Jovem Pan, defendeu o fim do voto feminino em um vídeo publicado pelo canal Foco, que reúne cerca de meio milhão de seguidores nas redes sociais. 

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Na gravação, intitulada “uma antifeminista versus 30 feministas”, Bertolazzi foi questionada a responder com “sim” ou “não” a uma série de temas e afirmou ser contra o voto feminino — direito garantido às mulheres no Brasil em fevereiro de 1932, por decreto do então presidente Getúlio Vargas. 

Ainda no mesmo formato de respostas rápidas, disse ser contra o aborto e a distribuição gratuita de absorventes. Ao mesmo tempo, declarou apoio à igualdade salarial entre homens e mulheres e à privatização de empresas públicas.

Bertolazzi ganhou projeção ao comentar política na Jovem Pan durante as eleições de 2022 e mantém atuação ativa nas redes sociais com conteúdo de viés conservador, frequentemente crítico ao feminismo e a pautas progressistas. Em 2024, ela foi multada em R$ 30 mil pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por divulgar informações falsas sobre a primeira-dama Janja da Silva durante a campanha eleitoral.

No vídeo, a influenciadora repete argumentos do blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, neto do último presidente da ditadura militar, João Batista Figueiredo, que nesta semana também se declarou contrário ao voto feminino. Em publicação nas redes, o blogueiro afirmou que “mulher vota muito mal”, especialmente as solteiras. 

Figueiredo também criticou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro após a divulgação de um vídeo em que ela faz críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência, e relata conflitos familiares envolvendo ainda Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro. Segundo ele, o episódio reforçaria estereótipos de que mulheres não teriam “equilíbrio emocional” para a política. 

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As declarações ocorrem em meio a manifestações semelhantes nos Estados Unidos. Setores ligados ao trumpismo e grupos religiosos conservadores têm defendido a revisão da 19ª Emenda da Constituição americana, que assegura o direito ao voto feminino, sob o argumento de que deveria haver apenas um voto por família, exercido pelo homem.

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