Operação Unha e Carne

Nome de Cláudio Castro aparece em lista atribuída a bicheiro

Materiais apreendidos pela PF mencionam suposta doação de R$ 3,2 milhões ao ex-governador do Rio. Apesar da menção, Castro não é alvo da quinta fase da investigação

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O nome do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) aparece em uma lista atribuída ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apreendida pela Polícia Federal (PF) durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira (2/7).

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Segundo a investigação, o documento menciona uma suposta doação de R$ 3,2 milhões destinada à campanha de reeleição de Castro em 2022. Apesar da citação, o ex-governador não é alvo das medidas cumpridas nesta etapa da operação.

De acordo com informações obtidas pela investigação, a lista reúne registros de supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e anotações financeiras que podem estar relacionadas a um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo integrantes da contravenção e agentes públicos do estado do Rio de Janeiro.

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Fontes ligadas ao caso afirmam que a Polícia Federal ainda aprofunda a análise do material apreendido antes de decidir sobre eventuais desdobramentos.
Cláudio Castro governou o Rio de Janeiro entre 2021 e 2026. Em 2026, renunciou ao cargo um dia antes do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que analisaria um processo de cassação de seu mandato. Ele foi condenado por abuso de poder político e econômico no pleito de 2022 e está inelegível.
Até o momento, não há medidas judiciais contra o ex-governador no âmbito da quinta fase da Operação Unha e Carne.
A reportagem procurou a assessoria de Cláudio Castro para comentar a citação de seu nome na documentação apreendida, mas não havia recebido manifestação até a publicação desta matéria. A defesa de Adilsinho, por sua vez, nega que o investigado tenha realizado pagamentos indevidos a agentes políticos.
 

Cúpula do jogo do bicho

A Operação Unha e Carne apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado à cúpula do jogo do bicho e possíveis conexões entre integrantes da organização criminosa e agentes dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.
Nesta quinta-feira, foi preso preventivamente o pastor e empresário Márcio Poncio, investigado por suposta ligação com a chamada "Máfia do Cigarro". Também foram expedidos mandados de prisão contra Adilsinho e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), que já se encontravam presos por desdobramentos anteriores da investigação.
Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, também foi autorizado o sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões. A decisão tem como base planilhas apreendidas na Operação Fumus, de 2021, que indicariam pagamentos periódicos a políticos fluminenses.
A atual fase da Operação Unha e Carne decorre de investigações sobre a atuação da Máfia do Cigarro, apontada pela PF como responsável pelo controle da comercialização de cigarros falsificados em grande parte dos municípios do estado do Rio de Janeiro.

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