Pré-candidato à Presidência, Renan Santos (Missão), presidente do Movimento Brasil Livre (MBL), relativizou a repressão da ditadura militar e afirmou que o Brasil atual, sob o governo do Partido dos Trabalhadores (PT), é mais sanguinário e tem mais censura do que no regime militar.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente do partido Missão criticou a série “Brasil 70”, da Netflix, que aborda o tricampeonato mundial da Seleção Brasileira, conquistado no México, em 1970. Renan questionou a produção por abordar a relação da ditadura militar com o time.

“Eu não sou um defensor do regime militar, ele teve inúmeros defeitos. Mas o Brasil de hoje governado pelo PT é muito, mas muito mais sanguinário do que o Brasil daquela época”, defendeu.

"Maioria dos mortos da ditadura era terrorista"

O pré-candidato citou as 434 mortes políticas da ditadura reconhecidas pela Comissão Nacional da Verdade em 2014. “Havia inocentes e jornalistas, mas a maioria era terrorista”, avaliou Renan. O pré-candidato traçou um paralelo com o número de mortes violentas intencionais no país e aponta que “em 4 dias morrem mais pessoas nas mãos das facções do que todas as vítimas da ditadura militar”, disse.

A comparação é assimétrica porque Renan não considerou os homicídios civis durante o período militar. Além disso, os dados apresentados não citam organizações criminosas, e a fonte não foi revelada.

“Ninguém liga para os mortos em nome das facções, mas nós brasileiros temos que pagar uma indenização eterna para os terroristas que foram vítimas da ditadura militar”, completou.

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Na reta final do vídeo, Renan ainda sugere que o brasileiro tinha mais liberdade na ditadura militar: “Hoje tem mais censura nas redes sociais do que a censura oficial que havia na época”.

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