Para o jornalista e analista político Reinaldo Azevedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o único pré-candidato ao Palácio do Planalto que não é de “extrema direita”.
A opinião foi emitida durante participação de Azevedo no podcast "Warren Política". Ele criticou que pré-candidatos da oposição façam uma “agenda oculta”, ao supostamente esconder os verdadeiros planos.
“O malucão do Milei (presidente argentino), embora as coisas estejam dando errado, falou o que ia fazer. A motosserra está em ação, inclusive cortando a Argentina e transformando o país em serragem, mas ele falou o que ia fazer”, declarou.
Oposição radical
“Agora aqui, se você olhar a agenda do que eu chamo de extrema direita… Porque não reconheço ninguém de direita disputando a eleição. Todo mundo que está disputando a eleição que não seja o Lula é de extrema direita”, disparou Reinaldo Azevedo.
Entre os pré-candidatos oficializados à Presidência estão o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ); o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo); o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD); e o presidente do MBL, Renan Santos (Missão).
Ainda há outros nomes de menor expressão nas pesquisas de intenção de voto que não parecem ser alvos da crítica do jornalista, como o psiquiatra Augusto Cury (Avante), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) e o ex-deputado federal Cabo Daciolo (Mobiliza). Na ala da esquerda radical, ainda aparecem Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO).
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Reinaldo Azevedo explicou o posicionamento: “Eu falo isso pela agenda. Gente que defende anistia para golpista, para mim, não é direita, nem liberal.”
Ele ainda lembrou uma notícia da "Folha de S. Paulo" que afirmou que Flávio planeja não conceder reajuste real para a previdência, educação e saúde. O pré-candidato negou prontamente a informação.
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Azevedo, no entanto, acredita que esse é um exemplo de “agenda oculta”: “Claramente, aquilo foi vazado pela própria turma dele para falar para o mercado: 'Nós é legal, nós é bacana' (sic). Mas depois ele teve que negar. Enquanto a gente sabe que esse debate existe, porque o Rogério Marinho, coordenador da campanha, faz. Não entro nem no mérito da proposta agora, mas vá e fale com clareza."
