Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante agenda em Catalão (GO), abriu uma nova crise política com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Nesta terça-feira (2/6), o pré-candidato à Presidência da República anunciou que entrará com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra Lula, acusando o presidente de ter cometido ameaça e incitação ao crime após uma fala sobre “traidores da pátria”.

Durante o discurso, Lula criticou integrantes da oposição por defenderem medidas internacionais contra o país. "São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que merecem os traidores da pátria, que vão pedir intervenção de um país no nosso país? Pensem, pensem, meditem", disse o presidente.

Lula, porém, cometeu um erro ao afirmar que Silvério dos Reis teria sido enforcado. Na realidade, Tiradentes foi quem acabou executado em 21 de abril de 1792 pela Coroa portuguesa após a Inconfidência Mineira.

A declaração provocou reação da equipe de pré-campanha de Flávio. Em nota divulgada à imprensa, aliados do senador disseram que a fala do presidente estimula possíveis atos violentos e lembraram a facada sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. A equipe do senador ressaltou que a ação será apresentada ainda nesta terça-feira ao STF.

A fala de Lula ocorreu em meio à repercussão de uma nova tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos. Nessa segunda-feira (1/6), o governo do presidente Donald Trump ameaçou impor tarifas de 25% ao Brasil sob alegação de práticas econômicas consideradas desleais.

O assunto rapidamente entrou no debate político brasileiro. Aliados de Lula criaram o apelido "Tariflávio" para atacar o senador.

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*Estagiária sob supervisão da subeditora Regina Werneck

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